Primeira dama é um título atribuído à esposa do ‘cabra’ que ocupa um cargo de chefia pública, como exemplo, podemos citar a esposa do presidente da república, do governador, prefeito, etc.
Ou seja, Julia Brito, a esposa do governador está na lista seleta de primeira dama.
E qual o papel político de uma primeira-dama na gestão.- perguntam vocês?
Partindo do princípio da responsabilidade cidadã, a primeira-dama, que orbita em lugares de privilégios, , ao lado do ‘servidor-mor’, o chefe do executivo estadual , ou seja governador , pode contribuir, significativamente, para fortalecer as políticas públicas, propor programas e projetos, abarcando causas sociais legítimas, que se fazem urgentes, como é o caso flagrante das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, que está ‘de-sem-bes-ta-da’ em Maceió e Alagoas.
A violência de gênero é herança de uma naturalizada cultura androcêntrica, machista, eurocêntrica, escravagista.
No Brasil todinho, Alagoas ocupa o terceiro lugar no ranking de violência contra mulheres.
É preciso discutir, propor, conversar, pesquisar boas práticas aqui e alhures, exaurir todos os caminhos em busca de mecanismos, instrumentos institucionais, medidas assertivas , efetivas e eficazes, em diversos aspectos, de combate à violência de gênero, tendo como objetivo resguardar a integridade física, moral, patrimonial, sexual e psicológica das mulheres.
E, no berço das Alagoas, Maceió desponta como uma das 50 capitais mais violentas para mulheres..
Esse é um dado de grande relevância para a primeira-dama do município, Marina Cândia.
A discriminação e violência de gênero e o enfrentamento ao feminicidio, não pode e não deve ser pauta de uma única secretaria estatal, na maioria das vezes, dessorcamentada.
Carece de muitas mãos e cabeças que pensem junto.
Nós, mulheres vivemos um caos instalado e transbordante.
Basta desse faz de conta de que ‘vivemos em um paraíso’
Não dá para colocar a pauta do feminicídio no cantinho do castigo institucional, do silenciamento conivente, aquele que ‘se a gente não falar, desaparece.’
Não seria bem legal, que a primeira dama do estado mobilizasse as primeiras damas municipais para a criação de uma comprometida, proativa Rede de Apoio Estadual de Enfrentamento à Violência de Gênero?
Propor não tira pedaço, né não?
Afinal, não somos todas mulheres?










