A situação é bem hipotética, mas, é mais ou menos assim…
João preto, pobre, nordestino, vivente de um país do terceiro mundo tem uma casinha simples, em um local privilegiado, cercado por mansões.
Como a casa de João é modesta, a vizinhança ‘ilustre’ se sente incomodada, com aquele casebre feiozinho e 'essa gente esquisita’, no meio das suas mansões.
Xenofobia.
A aparência da casa de João e a história que carrega não combina com luxos do entorno, além, a vizinhança tem informações fidedignas, que no terreno, em que a casinha de João foi construída existe um veio importante do óleo negro, o petróleo.
Petróleo é poder pensa a vizinhança milionária , e isso é tudo que João não precisa.
Esse poder deve ser nosso. -sussurram, as ratazanas, em reuniões exclusivas.
E aí a vizinhança mancomunada, sob o argumento de urgência , por conta do perfil turbulento, comportamento social de João: sujeito brusco, atitudes ditatoriais, subjuga a mulher, filhos, etc, enfim um machista bruto convicto.
Aí a vizinhança usa esses dados como ‘isca’ para fazer denúncias , afirmando querer salvar a família da opressão do homem turbulento, a polícia é convocada , surge e dá voz de prisão a João.
A família do homem é encaminhada a um acolhimento e a casa de João, rapidamente e de forma bélica é invadida’ pela vizinhança, que , agora, afirma que vai administrar a propriedade.
De certa forma foi legal a vizinhança ter ‘livrado’ a família de João, da saga de violências, mas, a pulga famosa faz morada atrás da orelha: por que essa gente rica, com tantos dinheiros nos bolsos, faz tanta questão por uma casinha simples?
Eureka:- É , por conta do petróleo embaixo da casa que vale ouro, igual dinheiro no colchão..
Deu pra perceber que a vizinhança rica está pouco se lixando para o bem estar da família de João, né?
Primeiro porque essa vizinhança imperialista, capitalista, androcêntrica, eurocêntrica não gosta de pessoas como João, pretos, pobres, mulheres, migrantes e latinos, e a única linguagem dos ricos é o poder.
Poder, entende?!
A explicação é hipotética e um tanto simplista ( a vida nunca é assim), mas, esta ativista, Arísia Barros, assumiu o desafio.
E você interpretou o texto?
Não?
Então depois explico.
Pátria não se vende!










