Com a alta temporada se aproximando, o setor hoteleiro de Alagoas vive um momento de otimismo. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), Gabriel Cedrim, destaca o crescimento da malha aérea, o fortalecimento das ações promocionais e a expectativa de ocupação próxima a 100% nos hotéis do estado neste fim de ano.
Em entrevista ao Cada Minuto, Cedrim também comenta os recentes episódios de violência na orla de Maceió, reforçando o diálogo constante com o governo para garantir mais segurança a turistas e moradores. Confira a entrevista completa:
Qual é a expectativa da ABIH para a taxa de ocupação hoteleira neste fim de ano em Maceió e em Alagoas como um todo?
Estamos com ótimas expectativas, principalmente pelo crescimento da malha aérea nessa alta temporada. Entre 13 de dezembro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026, a Azul Viagens irá disponibilizar 412 voos extras de/para a capital alagoana, totalizando mais de 64 mil assentos ofertados. Isso representa um incremento de 52% no número de decolagens e 59% na oferta de assentos em relação à temporada regular. Com certeza, nosso estado já se consolidou como destino de fim de ano.
Já é possível identificar o perfil predominante dos turistas que estão fazendo reservas — mais turistas nacionais ou internacionais?
A maioria, sem dúvidas, ainda são de turistas nacionais provenientes dos mercados emissores como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Distrito Federal. Além dos estados vizinhos. Mas também esperamos ter um aumento na demanda internacional tendo e vista que receberemos três novos voos da Flybondi, partindo de Buenos Aires para Maceió; além dos fretamentos inéditos de Rosário, pela primeira vez na história; e Córdoba, e também 2º voo regular da Gol, ligando Buenos Aires a Maceió. Como sabemos, a Argentina segue como principal mercado emissor internacional.
Os números de reservas atuais estão acima, abaixo ou no mesmo patamar do ano passado?
Nos últimos anos já estamos alcançando uma boa média de ocupação, chegando a 95% e, em alguns casos, até 100%.
Quais fatores têm impulsionado ou dificultado o crescimento do turismo neste fim de ano (preços, infraestrutura, eventos, câmbio etc.)?
A união dos poderes público e privado tem sido fundamental para impulsionar nosso destino, através de feiras e ações promocionais. Esse trabalho conjunto vem dando ótimos resultados. Além disso, a ABIH/AL vem trabalhando projetos importantes, como o Vem com Agente para Alagoas, que abastece os agentes de viagens com informações sobre o destino, fazendo com que ele tenha facilidade de vender ao cliente final, e o Visite Alagoas, plataforma que o turista usa para se informar sobre tudo do estado e montar sua viagem.
Por outro lado; a malha aérea ainda é uma problemática, que precisamos estar sempre atentos. Temos uma ótima estrutura hoteleira, indiscutíveis atrações turísticas, mas precisamos dar condições para que venham visitar nosso destino.

Como a ABIH avalia os recentes episódios de violência registrados na orla de Maceió, especialmente em áreas frequentadas por turistas?
Estamos em constante diálogo com o Governo do Estado e Secretaria de Estado de Segurança pública, visando encontrar soluções para essa problemática. Sabemos que uma cidade precisa ser segura e parecer segura, porque essa sensação de segurança é que vai fazer os turistas voltarem e a própria população se sentir segura dentro da própria casa. Então continuaremos com o diálogo, buscando cobrar e colaborar com o poder público para que a segurança seja uma prioridade.
A entidade tem recebido relatos ou preocupações de hoteleiros sobre o impacto desses casos na ocupação ou nas reservas?
Não. Apesar dos casos de violência; Maceió ainda é um lugar muito acolhedor e onde os turistas se sentem seguros. Não é algo que impacta no número de reservas não.
Há diálogo entre a ABIH e as autoridades de segurança pública para reforçar o policiamento nas áreas turísticas?
Sim, esse diálogo é constante. Tanto com o governador, quanto com secretários e dirigentes. Temos um canal direto com a delegacia do turista onde acompanhamos os casos.
Que medidas imediatas a associação considera importantes para garantir a sensação de segurança de visitantes e moradores?
A presença de policiamento é muito importante. E a sensação de segurança. Por isso uma das reivindicações do trade é ter uma base policial na Pajuçara, como temos a Oplit na Jatiúca.
O senhor acredita que esses casos podem comprometer a imagem de Maceió como destino turístico seguro?
Sabemos que a segurança pública é um problema em todo país, e por isso é importante estarmos sempre atentos e, como eu disse, cobrando das autoridades prioridade nessa pauta. O trade turístico é sempre muito bem recebido pelo governo, que entende a preocupação e as cobranças feitas.











