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Pesquisa mostra Renan Filho com liderança consolidada na eleição para o Senado

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Governador Renan Filho lidera pesquisa
Governador Renan Filho lidera pesquisa / Foto: Secom-AL

Se o encontro com as urnas fosse por agora, Renan Filho seria eleito senador sem maiores dificuldades. É o que revela a pesquisa DataSensus, divulgada nesta terça pelo CADA MINUTO. É o primeiro levantamento do ano sobre a corrida eleitoral. E os números não mudam praticamente nada em comparação às pesquisas do ano passado. O governador tem até abril para renunciar ao cargo e partir para a candidatura. Em 2022, apenas uma vaga está em jogo.

É aí que começa o drama para Fernando Collor, o atual dono dessa cadeira em fim de mandato. Na verdade, vai terminando o segundo mandato, fazendo 16 anos de “paraíso”. Os números indicam que, para se manter onde está, Collor precisa de algo extra. Está na posição de quem é obrigado a virar o jogo. Ou então já era.

A pesquisa expõe por que o quadro é pra lá de preocupante para Collor. Os outros virtuais candidatos são o vereador bolsonarista Fábio Costa e o deputado estadual Davi Davino. Em três cenários projetados pelo DataSensus, Renan Filho mantém uma dianteira de até 27 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

O bom desempenho na eleição para prefeito de Maceió, em 2020, explica a presença de Davi Davino no levantamento. Ele tenta mudar de patamar na bagaceira da política alagoana – mas não será nesta eleição. Pelos dados colhidos com o eleitor, sua vitória seria praticamente um milagre.

Já o vereador de Maceió Fábio Costa é uma dessas mentes capturadas pelo bolsonarismo. Delegado da Polícia Civil, tem uma queda pelo método prendo & arrebento de outras épocas. É mais um cuja juventude fica restrita à carcaça. Na essência reacionária, saltitam ideias como o “combate ao comunismo e à ideologia de gênero”. Sim, estamos falando de um cidadão de bem. Passemos adiante.

Num distante segundo lugar, Collor se agarrou ao presidente da República como quem se agarra a um bote salva-vidas. Periga um afogamento duplo, ou triplo, ou múltiplo. Muita coisa vai mudar? Certamente. Pode pintar uma surpresa? Talvez. Tudo pode acontecer? Mais ou menos. Pelo retrato do momento, o que está na praça, reitero, confirma uma tendência consolidada há milhas e milhas de tempo e distância.

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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