Casal denuncia agressão de policiais militares durante abordagem: "bateram até desmaiar"

Redação*|
Foto: Assessoria

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados Seccional Alagoas (CDH) vai pedir a abertura de inquérito policial para investigar denúncias de agressão da Polícia Militar contra um casal de moradores do Bairro do Feitosa, em Maceió. 

Membros da Comissão se reuniram, na manhã desta quinta-feira (27) com o comandante da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas), Coronel Nogueira, para conversar sobre o assunto.

Conforme as informações, o casal Marcelo Vieira e Jaqueline Souza está denunciando que foi vítima de violência policial, no dia 22, na porta da casa deles, na comunidade da Grota do Neno. Segundo eles, integrantes de uma guarnição da Rotam teriam acusado Marcelo de ter roubado o celular que estava com ele.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO) registrado por Marcelo, ele estava sentado na porta da sua casa quando uma guarnição passou e um dos policiais perguntou de quem era um celular que estava em cima de um banco. Quando Marcelo respondeu que era dele, um dos policiais teria batido com o celular no rosto dele, que chegou a ficar com o nariz cortado. Os policiais perguntaram então o número IMEI do telefone, ao que ele disse que não lembrava. 

Segundo Marcelo, neste momento ele foi chamado de ladrão de celular. Ele contou que mesmo autorizando os policiais a entrarem na casa para pegar os documentos que comprovariam que era dono do celular, não foi ouvido e continuou sendo agredido física e verbalmente.

Ainda segundo os denunciantes, quando Jaqueline Souza ouviu o barulho das agressões e saiu de casa para ver o que estava acontecendo, encontrou o marido desmaiado e também foi agredida por uma policial feminina e por outro policial. De acordo com os denunciantes, as agressões só acabaram com a chegada de várias pessoas ao local. O casal registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito. Na última segunda-feira (24), moradores do Bairro do Feitosa fizeram um protesto contra essa agressão e contra a truculência da polícia.

“Encaminhamos as denúncias ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar e estamos pedindo a instauração de inquérito policial para apurar o caso. Depois soubemos que as vítimas estariam sofrendo perseguição, o que agrava a situação. Coisas como essa não podem acontecer e precisam ser divulgadas para evitar que se repitam”, disse o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Alagoas, Roberto Moura.

Ele acrescentou que se reuniu com o comandante da Rotam, Coronel Nogueira, que se comprometeu a conversar com a tropa e a realizar atividades pedagógicas com os policiais para tentar evitar esse tipo de conduta. “O coronel passou o telefone dele para os denunciantes e disse que iria abrir uma investigação sobre o caso na Corregedoria da Polícia Militar”, completou. Os advogados Mayara Eloise e Artur Lira, membros da Comissão de Direitos Humanos, também acompanharam o caso.

*Com OAB 

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