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Assembleia dá título de cidadão alagoano ao genocida desprezado pelo mundo

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Bolsonaro em manifestação em Brasília
Bolsonaro em manifestação em Brasília / Foto: Arquivo

O Brasil tem um presidente da República que é um pária internacional. Líderes do mundo civilizado querem distância desse delinquente. Jair Bolsonaro é uma vergonha para os brasileiros. No meio da maior crise de saúde pública das últimas décadas, o sujeito ganhou o título de “genocida”. Merece. A pandemia de Covid-19 encontrou no líder brazuca um aliado perfeito. Negacionismo, charlatanismo e corrupção traduzem a postura adotada pelo desgoverno que arrasa o país há quase três anos.

Como se sabe, o miliciano do Planalto – que representa a “nova política” dos rapazes “conservadores” – é fã de tortura e torturadores. O sonho do presidente desqualificado é dar um golpe. Mas ele percebeu que, apesar de todo o arrastão promovido por sua gang, com ataques às instituições, resistimos. Sim, os marcos de garantia da legalidade barraram a sanha golpista do militar que até o Exército dispensou lá atrás.  

Assim como Donald Trump nos Estados Unidos, o país não aguenta um segundo mandato de um marginal como Bolsonaro. Nas eleições do ano que vem, temos de nos livrar dessa enrascada tenebrosa em que nos metemos. Precisamos respirar um ambiente mais saudável, livre da fedentina bolsonarista que empesta o ar. 

O meio ambiente, os grupos mais vulneráveis, a política de direitos humanos, o respeito à diversidade e às diferenças – tudo isso é alvo constante da gentalha que hoje governa o país. O chefe encontrou um time à sua altura: é um ministério de medíocres, fanáticos e pilantras. Não escapa um dessa turma – da insana Damares ao sonegador de imposto Paulo Guedes.

Os “feitos” de Jair Bolsonaro, o bandidão maior desses tristes trópicos, não cabem em poucas linhas. O conjunto da obra, incluindo rachadinhas e a parceria com assassinos, renderia alguns anos de cadeia. Mas o patife, vejam só, ainda é presidente do Brasil. Como disse, a data para nos livrarmos disso daí está no calendário de 2022.

Bom, deve ser por todas essas “realizações” que Bolsonaro acaba de ser agraciado com o título de cidadão de Alagoas, numa homenagem da Assembleia Legislativa. A Câmara de Maceió já havia cometido a mesma presepada, dando ao canalha a honraria máxima da capital.

Faz sentido. Sinceramente, a coisa é tão deplorável que nem me incentiva a esculhambar vereadores e deputados. Precisa? Os senhores e senhoras parlamentares se encarregam se sujar suas próprias reputações. 

Homenagem para Bolsonaro... Santo Deus! Que a História registre mais este momento em que “representantes do povo” rejeitam a virtude para se lambuzar no chorume. Aos pouquíssimos que votaram contra essa demonstração de puxa-saquismo abominável, meus respeitos.

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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