Blog do Celio Gomes
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A pandemia e as festas de Réveillon e Carnaval: cancela tudo!

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Grandes festas estão ameaçadas
Grandes festas estão ameaçadas / Foto: Arquivo

Está tudo liberado na cidade. Do boteco às academias fitness, do salão de beleza aos templos religiosos, da pracinha à beira do mar. Uma olhada na paisagem da capital alagoana atesta que estamos livres de qualquer restrição sanitária, exceto pela exigência de máscara em lugares e ambientes fechados. Até o futebol voltou. Teatros, cinemas e espetáculos musicais estão igualmente autorizados. Tudo isso decorre da forte queda do número de casos e de mortes por Covid-19.

Vacinação em massa. Esse é o segredo que todos conhecem para derrubar os números da pandemia. Até agora, 77,2% dos brasileiros receberam ao menos uma dose. E 62,9% estão completamente imunizados. A mesma situação se verifica no resto do mundo – à medida que a vacinação avança, o contágio recua, e a rotina volta quase toda como era antes.

Com esse panorama, tempo de se planejar para as grandes festas a caminho. Começa com natal e virada de novo ano, num intervalo de uma semana. Em seguida, já em 2022 (que é daqui a pouco), finalmente a volta do carnaval! Mas, de repente, pode pintar um retrocesso no meio do caminho. Uma variante do coronavírus. Ômicron. 

Novos casos na África do Sul e em regiões da Europa assustam autoridades de saúde. Diante da ameaça, a prefeitura de Salvador acaba de cancelar a festa pública de Réveillon, que reuniria 400 mil pessoas diariamente na orla da capital baiana. A realização do carnaval está seriamente ameaçada, mas isso ainda será decidido conjuntamente por município e governo estadual.

Florianópolis e Belo Horizonte também cancelaram festanças na rua para o fim do ano. O mesmo vale para outras capitais, como Campo Grande, João Pessoa e Teresina. No Recife está tudo indefinido. Do Réveillon ao carnaval, as autoridades dizem que esperam uma posição oficial dos órgãos de saúde pública. O dilema do que fazer está na cabeça da maioria dos gestores.

Apesar disso, Rio e São Paulo vão na direção contrária e confirmam as comemorações do 31 de dezembro. O município diz que autorizou, mas “monitora a situação”, para, caso seja necessário, reavaliar o tema. A encrenca é ocorrer uma mudança drástica em cima da hora, dado que, a essa altura, a turistada já partiu para o ataque.

Escrevo a partir de informações do portal Metrópoles, que checou a situação de todas as capitais. Segundo o veículo, a prefeitura de Maceió não respondeu à consulta sobre eventos da virada e o carnaval. Portanto, parece não haver decisão tomada por aqui. O prefeito João Henrique Caldas está pensando...

Ao CADAMINUTO, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres, diz que o governo “acompanha a comunidade científica” para anunciar uma posição. Ele reforça o apelo para que todos se vacinem e deixa em aberto, por enquanto, a dúvida sobre ter ou não uma grande festa de rua no Réveillon. O governador Renan Filho está avaliando...

Ao que parece, até o momento em que escrevo isto aqui, ninguém sabe o que fazer. Deve ser difícil realmente. Mas eu não tenho dúvida. Cancela tudo! Nada de aglomeração com milhões de pessoas. Nada de folia, nem em dezembro, nem em fevereiro. Não existe impasse quando o que está em jogo é salvar vidas. O resto é marmota. 

EXTRA – Após a publicação do texto, leio que a prefeitura de Maceió divulgou nota no fim da manhã confirmando as festividades do Réveillon, “com todos os cuidados que esse tipo de evento ainda requer”. Era previsível.

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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