O dia da independência do Brasil, comemorado nesta terça-feira (7), tem manifestações contrárias e favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em todo país. Ao CadaMinuto, o cientista político Ranulfo Paranhos comenta que a probabilidade de haver supostas tentativas de “golpe” ou de impor uma “ditadura” é baixa.
Em Maceió, os apoiadores irão se reunir na Praça Vera Arruda, na Jatiúca, e a oposição se concentrará na Praça Sete Coqueiros, no bairro Pajuçara, ambos às 9h.
Paranhos analisa que Bolsonaro convoca manifestantes para as ruas no dia da independência do Brasil para demonstrar força, no entanto o presidente tem perdido força nas nas pesquisas de opinião e nas cartas que foram divulgadas.
“A gente vai ter muita gritaria se os dois grupos se encontrarem na rua, mas é do ponto de vista policial porque vai ter confronto, mas do ponto de vista político é uma estratégia do governo de tentar demonstrar força”, pondera.
O cientista nega a possibilidade de um golpe administrativo imposto pelo atual governo, para ele é provável que haja a presença de violência nos protestos, mas apenas o espaço físico seria destruído e quem compõe as instituições iria prosseguir sem consequências.
“A probabilidade que tenhamos um golpe clássico são baixas, elas são remotas, há uma possibilidade dos manifestantes perderem a linha e tentar depredar patrimônio público ou até mesmo o STF [Supremo Tribunal Federal]? Há possibilidade disso acontecer. Nos Estados Unidos isso aconteceu com a invasão do capitólio, no Brasil isso pode acontecer, mas e depois que invade? Lá dentro é feriado, nenhum dos ministros estão lá, estão operando a maior parte deles no modo virtual”, explica.
Sobre possíveis invasões ele aponta que a probabilidade de golpe com o Exército Brasileiro é muito remota, já que os militares são fiéis às regras e leis constitucionais.
“Os ex-ministros das pastas da Segurança pública que envolve as forças armadas não apostam nisso, apostam que existe um núcleo duro do exército que é muito fiel às regras e que não vão embarcar nessa aventura”
O especialista avalia ainda que o sete de setembro é marcado historicamente por prefeituras fazendo desfiles locais, então existem atos em nome da história do país, mas tudo em tom de celebração e homenagem ao país. No entanto, a crise econômica que o país se encontra alimenta a crises políticas e cria outra crise de gestão em relação às instituições.
*Estagiária sob a supervisão