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Cenário nacional: confusão para sucesssão em AL também se repete em outros estados

Cabina de votação
Cabina de votação / TSE

O imbróglio político causado pelo vice, no caso de Alagoas é a falta dele, visando as eleições de 2022 também ocorre em outros estados, especialmente porque 12 governadores não podem, não pretendem disputar á reeleição (caso dos tucanos João Doria e Eduardo Leite, respectivamente de São Paulo e do Rio Grande do Sul), ou não confiam no seu vice (situação do Amapá e do Mato Grossol do Sul).

Soma-se a isso a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro criando abismos e terremotos nos entendimentos locais entre antigos aliados que agora são pré-candidatos e aguardam o apoio de padrinhos nacionais para encarar o cenário estadual.  

Tudo e todas as alianças estão prestes a explodir porque há governantes também cogitando cumprir o mandato até o fim, abrindo mão de disputar outro cargo em 2022 para não entregar o governo a grupos não alinhados.

Essa confusão é maior no Nordeste (leia sobre o caso em Alagoas aqui), onde oito governadores em fim de mandato correm o risco de perda da base de apoio. Flávio Dino, no Maranhão, não sabe se apoia o seu vice, Carlos Brandão (PSDB), ou o senador Weverton da Rocha (PDT).  

Dino pode ser candidato ao Senado e apoia Lula para presidente. O PSDB deve ter candidato a presidente ou apoiar uma terceira via. O PDT tem Ciro Gomes. Ou seja, o grupo que marchou unido nas últimas eleições pode se dissolver.

Situação semelhante no Ceará, o governador Camilo Santana (PT) pode concorrer ao Senado. Mas teria que entregar o governo a partir de abril a vice Izolda Cela (PDT).

Na Bahia e em Sergipe o buraco também é bem mais embaixo. O governador baiano Rui Costa (PT) tende a não entregar o cargo ao seu vice João Leão, cujo partido, o PP, é da base de apoio de Jair Bolsonaro (sem partido), e ainda quer tê-lo como filiado. Aliados de Leão querem que ele reaja sendo candidato ao governo ou ao Senado na chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Já o sergipano Belivaldo Chagas (PSD) deve permancer onde está para não entregar o comando a petista Eliane Aquino. Ela já anunciou que o senador Rogério Carvalho (PT-SE) vai disputar o governo. O PSD quer encabeçar uma chapa majoritária no estado.

Cartas estão sobre a mesa. E a confusão entre gente grande ainda nem começou. Mas o fato é que o cenário nacional, alianças e pequisas terão grande influência nas definições estaduais.  

 

 

 

 

 

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