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STF: Humberto Martins é favorito para a vaga de Marco Aurélio de Mello

 Humberto Martins
Humberto Martins / Foto: Reprodução / Internet

Se uma bolsa de aposta fosse criada e eu tivesse que indicar um nome para ocupar a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello, que deixa o cargo até julho de 2021, aos 75 anos, minha escolha recaíria sobre o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o alagoano Humberto Eustáquio Soares Martins.

Nesse tipo de maratona ele tem profunda vivência. Não é qualquer advogado militante que vira presidente da Associação dos Procuradores de Alagoas, depois é eleito e reeleito presidente da OAB local, vira desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas e, em seguida, é indicado ministro do STJ.

Para galgar tais postos é preciso ter um requisito que não consta na legislação: boas relações com quem decide; e com quem pode influenciar. E isso Humberto Martins sempre teve com sua classe profissional, com a imprensa, parlamentares e empresários.  

Exemplo disso é o fato de ter conseguido manter ótima relação em Alagoas com dois adversários 'caninos' durante um certo período, caso do empresário e ex-deputado federal João Lyra e o senador Renan Calheiros, atrito que teve repercussão nacional.

Pois bem, o ministro do STJ também é evangélico, algo sabido por poucas pessoas, qualidade importante já anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro que pretende indicar um  nome "terrivelmente evangélico".

Aparentemente o principal adversário é o advogado-geral da União, André Mendonça - pastor da Igreja Presbiteriana em Brasília, , e íntimo da família Bolsonaro. Contudo, Mendonça perdeu bastante espaço no Senado e entre ministros do STF dada a sua atuação como ministro da Justiça  e na própria AGU por defender pautas extremistas dos 'bolsonaros' e dos seus apoiadores radicais.

Claro que esse tipo de maratona tem empecilhos, adversários desconhecidos e inveja. Companheiros de Martins no STJ estariam incomadados com a campanha que ele vem fazendo. Segundo o UOL, "um ministro disse à coluna (de Carolina Brígido) que o colega 'começou a rodar bolsinha e ficou ruim'. Esse mesmo ministro diz que Martins está tentando agradar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com decisões judiciais".

Ainda de acordo com a reportagem, o "órgão homenageou, em maio do ano passado, militares combatentes na Guerrilha do Araguaia, com destaque para o tenente-coronel reformado Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido como Major Curió. O militar é apontado como torturador de militantes de esquerda durante a ditadura".

Portanto, Humberto Martins sabe jogar o jogo, mas existem os adversários ocultos e toda sorte de interesses que superam, para todos os interessados, qualidades como o notório saber jurídico.

 Mas eu, com as informações hoje disponívies, repito que apostaria nele.

Leia aqui a íntegra da reportagem do UOL.

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