Filipe Valões
Filipe Valões

Aprendendo com Jesus a enfrentar a pandemia

Filipe Valões|

Todos os anos, ao final da Quaresma, católicos e evangélicos do Brasil celebravam a Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa com reuniões de família, missas e cultos, relembrando a Paixão, Crucificação e Ressurreição de Jesus Cristo. Uma manifestação de fé, religiosidade e esperança tão tradicional em nosso país, mas que agora, por conta da pandemia do Coronavírus, foi alterada pelo segundo ano consecutivo. Isso nos dá muito o que pensar.

A celebração, no sentido da reverência e da liturgia, continua. Temos igrejas e templos abertos, com capacidade reduzida. As famílias católicas fazem o tradicional almoço de sexta, com peixes e frutos do mar ou o almoço de domingo no caso dos evangélicos, mas sem reunir grandes quantidades de parentes. Quem acredita e segue o cristianismo medita, ora e reflete sobre o significado desta semana tão especial. Mas é impossível encararmos esse segundo ano de pandemia na Páscoa, sem considerar o que ocorre ao nosso redor.

O mundo está padecendo. Há medo, há conflito, há tristeza e há morte. Para muitos, há o sofrimento de torcer por um ente querido que adoece por conta do Covid-19. Para outros, a dor de perder um parente ou um amigo, sem se aproximar do leito de morte, sem a permissão de se despedir nem mesmo durante velório e sepultamento. A humanidade, dadas as proporções, passa por uma Via Crucis, um calvário coletivo, um martírio semelhante ao de Jesus Cristo. Mas, da mesma forma, existe a esperança de renovação, de superar o sofrimento.

Os textos bíblicos narram que ao terceiro dia Jesus ressuscitou, voltando dos mortos e indo ao encontro de seus discípulos. Independente de acreditar nesse dogma ou não, é preciso admitir que após a morte narrada, veio o renascimento não apenas de Cristo, mas de sua mensagem, de seus ideais. Maior prova disso é que vivemos em um mundo no qual, dois mil e vinte anos depois, estamos falando sobre Ele, grande parte do mundo segue seus ensinamentos e, o mais importante, sua história nos dá aquilo que mais precisamos para continuar seguindo em frente mesmo diante de tanto sofrimento… Esperança.

Não podemos desistir. A humanidade, tudo que construímos, tudo aquilo que ainda precisamos melhorar e aperfeiçoar, depende de hoje. Depende de acreditarmos, de escolher a iluminação de propósitos, de sentimentos e pensamentos, de sabermos que estamos juntos e não separados, que lutamos por nós, por quem amamos, mas também por quem nem mesmo conhecemos e, mais ainda, pelas gerações futuras que dependem de nós para ter um mundo onde possam viver bem.

A celebração de Páscoa acontece diferente, hoje, por causa da pandemia. Isso é um fato. Mas também é um fato que, mesmo em meio à maior crise global dos últimos 80 anos, CONTINUAMOS celebrando a Páscoa. A Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo CONTINUA nos trazendo esperança. E queremos com todas as nossas forças, acreditar que no próximo ano teremos um almoço de Sexta-Feira Santa ou de Domingo de Páscoa sem restrições e sem medo.

Jamais esqueceremos quem se foi nessa pandemia. Assim como o nome e a história de Jesus Cristo nunca foram esquecidos. Vamos viver honrando seus nomes, fazendo nosso melhor por um mundo melhor.

Feliz Páscoa. O amor de Jesus Cristo esteja com todos nós.

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Coluna sobre Política, Tecnologia

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