
Estivemos na manhã da segunda-feira, 01 de março, em reunião com o coronel Wellington Bittencourt Maranhão de Araújo, comandante-geral da Policia Militar de Alagoas.
Gentilmente, o comandante nos recepcionou à porta da Academia de Polícia Senador Arnon Melo, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió.
No caminho até o gabinete, nos deparamos, com algumas fotos , em que a presença de homens é muito expressiva, e o Wellington retrucou que é importante agregar a narrativa da construção feminina para a corporação.
- Eu queria uma mulher coronela, como subcomandante-geral, mas infelizmente não temos-falou.
:- É importante saber o porquê desse vácuo- reafirmei.
Conhecer o comandante de perto foi uma surpresa, muito agradável. Ele tem a ousadia de falar em temas tabus,(às vezes, o machismo excede o próprio homem , materializa-se na sociedade e vai se afirmando como algo natural.), e diz, que enquanto estiver a frente do comando, sua gestão será marcada pela política do respeito, humanização e da inclusão.
Foi uma reunião múltipla de significados e resultados bons.Um dos projetos acordados, com o Instituto Raízes de Áfricas, foi a realização de um mapeamento das mulheres pretas, nas corporações da SSP.
E , para fechar a reunião com chave de ouro, o comandante nos contou que, como forma de homenagem , pelo 8 de março, mulheres militares assumirão lugares de comando.
É um simbolismo ousado, que rompe com dogmas internalizados, desafia fronteiras de imobilismo e ensaia novos passos, capazes de criar maneiras de recontar a história da Polícia Militar.
Conhecer Wellington Bittencourt (o comandante filósofo e mestre em psicologia) foi uma boa surpresa, mais que bem vinda!
Muito prazer, comandante!