A terça-feira , 02 de fevereiro,poderia ter sido um dia comum na vida da menina Ana Clara Gomes Machado, e sua família, mas, não foi.

A menina  que estava  na porta de casa, na favela do Monan Pequeno, em Niterói, região metropolitana do Rio foi morta com um tiro de fuzil disparado pela Polícia Militar,

Ana também era Clara, tinha 5 anos  e era (verbo no passado) uma criança feliz, e com um futuro  todinho pela frente. 

Ela  faria 6 anos, em março.

Indignado, com mais uma morte , naturalizada e indiferenciada pela sociedade, a liderança carioca, André Constantine ,criador do  movimento  Favela não se cala” e do “Movimento Nacional das Favela e Periferias” (MNFP), uma articulação nacional dos territórios de favelas no Brasil, diz: "uma criança negra de 5 anos de idade  morreu ,hoje,  com um tiro de fuzil ,enquanto brincava na frente da sua casa. Depois querem que eu fale dócil e que fale de paz .A  paz no Brasil é Branca p*!!  

Ana Clara, 5 anos,  foi morta na porta de casa, com um tiro de fuzil disparado pela PM, ou parem de matar nossas crianças pretas.