Blog do Celio Gomes
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Alagoas é vítima de fake news de Bolsonaro: a incrível mentira sobre um repasse bilionário

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Em seu território livre para todo tipo de barbaridade, Bolsonaro soltou o verbo nas redes sociais pra exaltar sua própria gestão. E, dessa vez, ao listar os grandes feitos de seu governo, ele deu um jeito de encaixar Alagoas em uma narrativa de autopromoção. Disse, com a maior naturalidade, que somente no último ano, os cofres federais inundaram nosso estado com repasses que somam mais de 18 bilhões de reais. Bolsonaro ainda detalhou quais seriam em tese os destinos de todo esse volume de recursos. O problema, sendo quem é o presidente, é que estamos diante de uma farsa.

Mais uma vez Jair Messias mente de maneira descarada. É um tremendo pilantra, que não dá um passo, não faz um anúncio, não diz um “bom dia” sem que não esteja assentado em falsidades escandalosas. Como vocês sabem, Bolsonaro é símbolo internacional de fraude e fake news. O elemento já teve até publicações marcadas pelo Twitter como não confiáveis. Como diria Ernesto Araújo, o governo se orgulha de ser pária mundial.

Sobre os 18 bilhões, o presidente foi imediatamente desmentido pelo secretário estadual de Fazenda, George Santoro. De forma didática, Santoro revela que o que Jair Messias trata como repasses extraordinários, algo decidido pelo governo federal, são transferências obrigatórias: verbas do Bolsa Família, FPM, FPE e SUS. Esses programas são anteriores a Bolsonaro. É estupidamente óbvio escrever isso, mas diante das mentiras oficiais...

Vejam a cara de pau: para inventar que faz o que não faz por Alagoas, Bolsonaro frauda até a origem do FPM. Como diz o nome, Fundo de Participação dos Municípios vai para os cofres das cidades, das prefeituras. Não poderia ser creditado na conta do Estado, como faz Bolsonaro, o pior mitômano que a política brasileira já pariu.

É com esse discurso – falacioso e criminoso – que devotos do tacanho Jair atacam instituições e adversários ideológicos. Aqui por Alagoas, entre os seguidores mais perturbados do bolsonarismo estão Davi Maia, Cabo Bebeto, Thomaz Nonô, Fábio Costa e outros mais ou menos engajados, às claras ou ainda no armário.

Toda aliança com Bolsonaro é de ocasião. Desde sempre foi assim. Desesperado à procura da reeleição, claro que o que já era péssimo ficou pessimamente piorado. Ou seja, o meliante nunca teve limites para suas delinquências em três décadas de baixo clero. No comando do país, e disposto a tudo para ficar por lá, danou-se.

O governo de Alagoas tem mantido com a Presidência da República relação que se pode chamar de equilibrada. É o que tem de ser. Diante do desastre que está aí, governadores devem agir com a máxima formalidade. O erro mortal seria embarcar na aventura do miliciano que desonra o cargo desde o primeiro dia no Palácio do Planalto. 

Até o momento em que escrevo, não vi reação do governo federal ao desmentido do secretário Santoro. Vejam bem: um secretário estadual mostra que o presidente mentiu. Nas redes sociais, os doentinhos do pedaço, claro, bajulam o ídolo e atacam o governo alagoano. Mas aí estamos no reino da vigarice. Nem adianta perder tempo.

Fato concreto e definitivo: não, o governo Bolsonaro não repassou 18 bilhões pra Alagoas. O governo federal não “injetou” essa verba extra por aqui – como o ridículo presidente insinua em sua manifestação. Se pudesse, na verdade, ele cortaria repasses a políticas sociais. Como se sabe, “social”, para o bolsonarista, é tiro na cabecinha.

SOBRE O AUTOR

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Tenho quase trinta anos de jornalismo. Comecei, com estágios e trabalhos temporários, a partir de 1990. Em 1991 entrei na TV Gazeta de Alagoas. Na empresa exerci os postos de editor, produtor, chefe de redação e diretor de jornalismo. Depois fui editor de política em O Jornal. Adiante, trabalhei como editor de política e editor-chefe no jornal Gazeta de Alagoas. Tive também uma passagem pela TV Pajuçara como editor de telejornais. Exerci ainda o cargo de coordenador editorial na Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Durante essa trajetória, nos diferentes veículos, escrevi reportagens e tive um blog com textos diários

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