Os reclames ,tendo como pano de fundo o povo preto,pobre , das áreas favelizadas ou periféricase  tem invadido as telas da tv, no horário político.

A máquina de fantasiar um  país  de Alice ( que maravilha!) nos discursos, brilhantemente, articulados por profissionais   da comunicação tem exposto soluções , tiradas da cartola,  para abarcar essas gentes dessassistidas, de quase tudo na vida, e suas dores seculares.

Em tempos de campanha política,direita, esquerda, volver,  a  fome  e as vulnerabilidades dos territórios inchados de abandonos, na capital das Alagoas, das eternas secas , se faz um  negócio da China.

Há tantas propostas de mudanças mágicas que é bem capaz das periferias,em Maceió, virarem uma  Ponta Verde.

A juventude moradora das periferias  discriminadas sofre abordagens (baculejos)da polícia,nas áreas nobres, plenamente  naturalizados pela  sociedade seletiva..

São pessoas subnutridas de importância.

Quem liga para o Black Lives Matter?

Importa para quem?

Quem vai encarar o desafio de discutir , de verdade-verdadeira, o genocídio  da juventude preta,a real redistribuição de renda,ou o racismo estrutural, que  segrega, aparta e mata tão frequentemente, essas gentes das periferias?

Essas gentes  que, durante o ano todo-todo-ano  são descartáveis, socialmente, mas, quando se transformam em [email protected]  vestem importância suprema   na corrida insana, estratégica e melimétrica  pela   captura do voto.  

E os "reclames"  transbordando da emoção de novela ( vote em mim para ter uma vida próspera!) buscando  motivar a cumplicidade das emoções populares, e  se apropriarem do discurso reciclado e perpetualizado e principalmente, vitálicio, que aprisiona o  voto do povo, ( faz tempo, carrega malas esgotadas de esperas infindáveis), em ciclos geracionais das famílias.  

Espaços de privilégios.

Por que a política explora tão des-ca-ra-da-men-te a miséria do povo?

Cadê o Jonas?