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Caso Bia: perfis que compartilharam fotos do corpo da vítima podem responder por crime virtual

A Associação Ame, que atende mulheres vítimas de qualquer tipo de violência em Alagoas, ingressará com ações individuais contra os perfis das redes sociais que compartilharam fotos o corpo da pequena Ana Beatriz Rodrigues, estuprada e morta na cidade de Maravilha, caso as imagens não sejam removidas. 

Pelas redes sociais, a presidente da Associação, a advogada Júlia Nunes, buscou sensibilizar as pessoas para encerrar o compartilhamento das imagens e a remoção das fotos que já foram publicadas em respeito à vítima e também a família, que está abalada com a tragédia. 

Representantes da Associação estão na cidade de Maravilha, nesta sexta-feira (07), para acompanhar os procedimentos policiais contra o acusado do crime. “Vamos garantir que ele responda pelos crimes que tem que responder e seja penalizado”, acrescentou Júlia.

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O caso 

A criança desapareceu de sua residência durante a madrugada da segunda-feira e a família iniciou as buscas. O corpo dela foi encontrado no telhado da residência do acusado, que não teve o nome divulgado. 

Em depoimento à polícia, o acusado disse não se lembrar do ocorrido e que estuprou e matou a menina porque estava drogado e embriagado.

Testemunhas relataram que o suspeito era amigo da família da menina  e chegou a ajudar nas buscas por ela. Ana Beatriz desapareceu durante a madrugada, enquanto acontecia uma confraternização familiar. O suspeito teria pego a menina na esquina da Rua Ernesto Soares Agra, onde Beatriz morava com os pais e a levado para sua casa. A menina tinha outros seis irmãos.

O delegado Hugo Leonardo, da Delegacia Regional de Santana do Ipanema, autuou o acusado pelos crimes de estupro de vulnerável, cárcere privado, sequestro e homicídio.