Ele tem 3 anos,meu Dêdei, e na boquinha da noite do sábado levei-o em um passeio- excursão por entre as coisas/cantos do mundo e das gentes.
Fomos à praia de Jatiúca , em Maceió,AL,e ele se encantou pela lua. - Que linda, Arísia Barros!
Ele me chama assim, Arísia Barros, e eu mulher ativista preta me sinto plena. Já dizia nossa grande Lélia Gonzales: "mulher preta tem que ter nome e sobrenome, senão branc@s arranjam um apelido...ao gosto del@s”.
Passeamos pela úmida areia da praia. O menino ensaiou uma rebeldia:- quero tomar banho! E eu sem a mínima intimidade com a água do mar, convenci-o que o banho ficaria para outro dia.
Atravessamos o mar de alegria de um bloco de carnaval, no Corredor Vera Arruda, no bairro da Jatiúca.
O menino gostou da alegria, mas, se atentou no mar de lixo que o bloco foi deixando ao longo do Corredor e daí me pergunta:-Arísia Barros, se as pessoas sabem que não podem jogar lixo no chão, por que jogam?
Respondo o quê?
Arísia Barros, se as pessoas sabem que não podem jogar lixo no chão, por quê jogam?- pergunta o menino de 3 anos.
09/02/2020, 19:58 - Raízes da África
Por Arísia Barros

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