Com pior IDH ( Indice de Desenvolvimento Humano) do país, o estado de Alagoas é feito uma enorme colcha de retalhos, de um lado as gentes assistidas , abastadas de direitos e de um outro lado, vemos as outras muitas e tantas gentes que vivem a problemática do pauperismo social, em extrema indigência, onde falta o “de comer” e o de “beber”, moradia decente...
Aquelas gentes que de tão acostumadas com a miséria cotidiana se apegam na fé para alimentar os caminhos de sobrevivência
As gentes do “Deus proverá”.
Gentes dessemelhantes e muito desiguais obsedadas pela pauperização que ronda obesa alargando as privações. Falta tudo.
Uma pauperização com caráter agressivo e genocida. Provocativa dos embates sanguinolentos em ruas, periferias, grotas, favelas, subúrbios.
A miséria letal que sobe escadas atravessa pontilhões e faz escárnio de paredes pintadas de novas, quando dentro das casas habitam pessoas que são governadas pelo vazio de oportunidades, possibilidades, perspectivas.
Tenho três filhos - me diz a senhora, no oco da casa muito humilde, de uma grota “revitalizada” da capital, Maceió, AL.
Um tem 10 anos, o outro 12 e o mais velho 14 anos- vai dizendo com a voz arrastada pelos cansaços diários.
E continua: - Esse, se referindo ao mais velho, já se meteu com o que não presta. Mas o que posso fazer? Sou sozinha, desempregada e não dou conta de cuidar deles.
E o pai? Pergunto.
Ela com a resposta precisa na ponta da língua:- Está preso!
Para mudar os problemas basilares e dos paupérrimos sociais que avassalam os muitos territórios alagoanos, o Estado precisa mudar, estruturalmente, a forma de fazer política.
Aliado a construção de concretos e mais concretos, o Estado precisa, URGENTEMENTE, encarar o desafio de estabelecer políticas sociais sustentáveis, estruturais e estruturantes, a médio, curto e longo prazo.
Para que Alagoas seja um estado de Excelência é precioso o respeito aos direitos constitucionais do povo, governador Renan Filho.
Todos os direitos.