Ninguém pense que o acordo celebrado com toda honra e glória pelos antigos adversários, prefeito Rui Palmeira (PSDB) e o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), foi bem digerido por alguns pedetistas.
A primeira crítica decorre do fato de o acordo ter dependido de um toma lá dá cá, algo que tanto mal tem feito à política brasileira - a Operação Lava Jato é exemplar -, quando, em troca de apoio e aliança órgãos são oferecidos. É a tal da infernal mas necessária coalizão.
A insatisfação também foi motivada porque os dois secretários indicados – Jurandir Boia (Semtabes) e Carlos Alberto Freitas Moraes (Semel), foram escolhidos sem qualquer discussão com a maioria dos filiados. Portanto, foi uma escolha pessoal de Ronaldo Lessa.
Ambos são amigos e aliados políticos de Lessa há um tempão e sempre ocuparam cargos quando o parlamentar foi prefeito da capital e governador de Alagoas. A leitura que ficou é que o comandante do PDT opta pelo antigo e não ajuda o partido a se renovar.
A segunda crítica foi feita por uma figura importante do PDT, que me confidenciou que o vereador Wilson Junior está avaliando deixar a sigla. O vereador foi o principal articulador do entendimento entre o PDT e o PSDB.
Porém, não foi consultado sobre os secretários escolhidos e sequer reconhecido internamente como o principal responsável pelas articulações que construíram a ponte entre os antagonistas da última eleição.
Assim como sequer também foi consultado sobre indicações para cargos de menor escalão nas secretarias. E mais: sequer o PDT discutiu internamente qual será a estratégia para que os dois gestores alcancem visibilidade nas secretarias.
O fato é que o vereador Wilson Junior, além de ter uma boa relação política com o prefeito Rui Palmeira, tem um canal de diálogo com o senador Fernando Collor (PTB) e também tem sido chamado para conversas com Renan pai e filho.
Em política pontes construídas podem ser desfeitas e refeitas.
Quem quer Wilson Junior?