Desde o final do ano passado os principais caciques da política alagoana - especialmente o poderoso senador Renan Calheiros (PMDB) – têm sido instigados a tomar uma posição sobre as eleições municipais deste ano.

Como sempre, tem dito que ainda é cedo e tenta aquietar aqueles que querem pressa jogando a decisão para o futuro. Mas se pensa que os seus aliados e prováveis apoiadores vão esperar, se engana. “Quem vai pra forca é quem corre dela. Quem tá no castelo não tem pressa”, me disse um conhecido político de Maceió.

Por trás dessa frase há o significado de que ninguém vai esperar pelos Calheiros. Afinal de contas, Renan pai e filho estão comandando o “castelo” Senado e o governo de Alagoas e têm mais três anos de mandato. Mas os prefeitos e os vereadores não. Caso não corram e optem por esperar, podem morrer enforcados, ou seja, sem o mandato.

O fato é que a temporada de caça já foi iniciada. Como em política ninguém é de ninguém, os entendimentos para trocas de siglas correm a todo vapor, enquanto esperam pela promulgação da Proposta de Emenda Constitucional – prevista para o dia 17 ou 18 deste mês - que estabelece prazo de 30 dias para que os filiados possam realizar essa troca.

E isso já vem sendo debatido com maior intensidade em Maceió, onde poderemos ter imensas surpresas e consequências.

Afinl de contas, a matemática é importante instrumento nesse momento que antecede a decisão fundamental sobre nomes, coligação, número de votos que elege um ou mais vereadores, enfim. É a ciência política de resultados que comanda esse momento.