Enquanto a Polícia Federal inicia a Operação Sangue Negro, nesta quinta feira (17), que apura esquema de corrupção envolvendo a SBM – empresa holandesa – e a Petrobras num suposto esquema de corrupção e cumpre mandados de prisão no Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em Curitiba, novas revelações surgem sobre o pedido de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nesse pedido de afastamento cautelar encaminhado por Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ao STF, são reveladas conversas pra lá de suspeitas retiradas do celular apreendido do presidente.

Numa conversa com um empreiteiro da OAS são negociadas, em duas parcelas, propinas de R$ 1,5 milhão e R$ 400 mil para um projeto de interesse da empresa. Outra conversa ocorre com o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, onde é combinado emendas.

Será que Cunha fez do mandato e da Câmara um balcão de negócios?

Bom, enquanto isso, um dos aliados de Cunha, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), silencia sobre o parlamentar, mas defende o ex-senador Eduardo Azeredo, condenado em primeira instância a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão tucano.

Em nota, Aécio Neves disse estar “surpreso com a condenação em primeira instância”. Mas afirmou que “os afiliados estão confiantes da reversão da condenação nas instâncias superiores”.

Unindo Cunha e Aécio, incluindo o DEM e parte do PMDB, estes são os principais responsáveis pela crise política e pelo aprofundamento das dificuldades econômicas. Lembram das pautas-bombas que deixaram o governo Dilma de joelhos, mendigando apoio?

Pois bem, foram eles todos juntos. Eduardo cunha está sendo desnudado e revelado. Aliás, a política também. O impeachment só foi aceito por ele quando não mais conseguiu chantagear o governo. Nenhum desses pensou no país, nem pensa. Mas sim no poder.

Incompetência administrativa e política do governo e imundície da maioria dos nossos representantes.

Mas a conta é e será paga por nós. Aliás, já estamos pagando com a retração da economia e as demissões de milhares de pais de famílias.