Depois de vitórias importantes nas votações no Congresso Nacional que derrubou as chamadas pautas bombas, esta semana, o governo da presidenta Dilma Rousseff sonha agora com a aprovação da CPMF.

Para tanto já encaminhou ao parlamento uma alteração à Lei Orçamentária de 2016. O impacto previsto na arrecadação é de R$ 24 bilhões e a expectativa é que entre em vigor a partir de abril de 2016.

Até quem antes era contrário já começa a mudar o discurso. É o caso de Michel Temer, vice-presidente da República e presidente do PMDB. Ele disse ser favorável desde que seja temporário.

Até mesmo entidades do empresariado começam a ser convencidas dessa necessidade. Isso porque o governo precisa recompor os seus recursos para voltar a favorecer e incentivar os investimentos e o consumo.

Além disso, e é mais do que claro e tem sido um dos argumentos utilizados nos bastidores, que nos últimos doze anos todos os setores e classes sociais tiveram excelentes ganhos financeiros.

E agora, com uma retração na economia mundial, o governo federal precisa refazer o seu caixa para estabilizar receita e despesa e o mercado financeiro.

Outro fator que dá segurança ao governo de seguir neste caminho da CPMF é o fato de que estados e municípios também terão participação na arrecadação.

O que o Brasil precisa neste momento, efetivamente, é de estabilidade política e confiança nas decisões econômicas. Com isso controlado, as conquistas econômicas e sociais dos últimos doze anos não serão perdidas.

É isso. E vida que segue.