Mesmo quem deixou a política por opção de vida, dela não consegue se afastar totalmente. Dessa atividade guarda muitas relações com políticos e eleitores. Isso faz com que seja procurado para dar conselhos e avaliar o quadro político.

É o caso de Augusto Farias, que foi deputado federal por quatro legislaturas, além de ter ocupado cargos de primeiro escalão no Executivo alagoano. Para ele, o pleito de 2016 e os seguintes serão, forçosamente, mais baratos.

E os motivos são as várias operações que correm pelo país. É o caso da Lava Jato, que levou para a prisão empresários de primeira linha no Brasil e no exterior. Some-se a isso o fato de que o próprio Supremo Tribunal Federal já ter decidido que o financiamento de campanha eleitoral por empresa privada é ilegal.

Portanto, muitos empresários não estarão confortáveis em financiar campanha através do caixa 2. Ou seja, quem vai ter coragem de correr o risco? As maiores, Odebrecht, OAS, Vale, entre outras, terão peito para dar dinheiro por fora?  

Voltando a Augusto Farias, nessa nova realidade ele acredita que os políticos que vão disputar cargos majoritários terão que construir apoios, fazer composição eleitoral. O tempo de candidaturas isoladas, individuais, mas com poder econômico já era.

É um novo tempo.