Ex-companheiros na luta pela redemocratização do País, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula têm se estranhado muito neste ano. O motivo é a polarização nas disputas eleitorais entre o PSDB e o PT após o pleito que elegeu o ex-presidente Collor.

Mas há quem diga que FHC, extremamente vaidoso, não engole que Lula tenha findado os seus dois governos com alto índice de aprovação, ao contrário de FHC, e bastante respeitado por entidades e pelos líderes das principais potências mundiais.

O fato é que as alfinetadas, as divergências entre os principais líderes dos dois mais importantes partidos brasileiros têm prejudicado a superação do país neste momento de dificuldades econômicas e políticas.

Mas eis que agora surge uma voz feminina chamando a atenção dos dois senhores. Talvez, quem sabe, eles escutem Marina Silva, ex-senadora, ex-ministra e terceira colocada na corrida presidencial de 2014.

Ela quer que o sociólogo e o operário que comandaram o Brasil conversem e encontrem saídas para a crise política e econômica. “Se foi possível Fernando Henrique conversar com ACM, se foi possível Lula conversar com Sarney, Renan, Jader Barbalho e Eduardo Cunha, por que não é possível conversarem dois ex-presidentes da República para que possamos viver os últimos suspiros da polarização?"

De fato, Marina Silva tem toda razão. No entanto, não será uma missão fácil. É comum na política que o ego de quem é do ramo seja maior do que muitas coisas. Reconhecimento causa inveja. Conhecimento e intelectualidade também motivam inveja.

De todo jeito, seria interessante que os dois pensassem mais em ajudar o país a sair das dificuldades. Caso se entendam, será mais uma ação em que ambos entrarão para os registros da história.

Disputas eleitorais, vitória e derrota, não podem ser mais importantes do que o futuro de uma nação.

Marina está certa.