Juro que não gosto que o determinismo explique ações e reações. Frases como “tal pai, tal filho”, usada como explicação da atitude de um, semelhante a do outro, me dá calafrios. No entanto, a educação, os conselhos, o mesmo meio, certamente influenciam.

Assim é na vida e na política, especialmente. Quando João Henrique Caldas foi a Murici durante o sorteio de entrega de casas no final do mês passado e entrou em confronto com o prefeito Remi Calheiros, o fez seguindo uma estratégia semelhante às anteriormente usadas pelo seu pai, João Caldas, quando exerceu os mandatos de deputado estadual e federal.

Mas a origem dessa provocação ao prefeito começou lá em Brasília. João Caldas, anteriormente, havia procurado o senador Renan Calheiros, a quem teria dito que JHC seria um bom nome para disputar, como oposição, a prefeitura de Maceió.

O senador ouviu e disse que o PMDB pretende ter candidatos a prefeito nas maiores cidades do país, numa estratégia de fortalecer a sigla. Além do mais, Renan não toma decisões definitivas desse tipo antes do carnaval. Pelo contrário, depois dos festejos de momo prorroga o máximo possível.

Depois dessa negativa ficou claro que os Caldas decidiram ir pro terreiro dos Calheiros. E lá deram de cara com Remi – irmão de Renan e tio de Renanzinho – que comeu corda e mosca ao cair na jogada de João Henrique Caldas que, preparado, logo fez questão de colocar o desentendimento nas redes sociais.

JHC é desta época das novas tecnologias. Ele as usa como um maestro a nova arma da comunicação política para informar suas ações aos eleitores.

Tal pai, tal filho?

Talvez sim. Mas com a diferença do tempo. JHC é contemporâneo do twitter, do Watts App, do vídeo via celular distribuído em seguida nas redes sociais, entre outras formas modernas de conquista e de convencimento do eleitor.