Para quem não está completamente dentro da política fica a impressão que as estratégias visando às eleições municipais estão frias. Mas é engano. Embora estejamos quase totalmente voltados para a crise política e econômica, fomentada por erros de Dilma e ações de Aécio e Cunha, a eleição em Maceió está muito mais do que movimentada.
Pesquisas e reuniões entre novos e antigos candidatos estão a todo vapor, afinal de contas, as eleições de 2016 influem na de 2018. Uma pesquisa feita sob forte sigilo e para consumo particular, de apenas uma pessoa e que eu tive acesso à parte dela, mostra um resultado esperado, mas muito distante de ser definitivo, é claro.
800 pessoas foram ouvidas em Maceió, no mês de outubro, sobre em quem votaria para prefeito. A margem é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo. Na estimulada, onde os nomes são apresentados, o ex-prefeito Cícero Almeida aparece na liderança com 31%. Rui Palmeira aparece com 19%, seguido por Ronaldo Lessa, 13%. Galba Novaes pontua, mas de maneira irrisória.
Na espontânea Almeida mantém a liderança com 11%. Rui tem 9%, e Lessa 6%. Fica claro que há empate técnico do primeiro com o segundo, e deste com o terceiro. Ou seja, disputa acirrada com entre os citados acima.
Bom, a situação parece mais confortável para o prefeito Rui Palmeira. Ele está na estrada do fortalecimento do seu nome com várias pequenas inaugurações. Além disso, já puxou o DEM de Nonô para o seu lado dando-lhe a Secretaria de Saúde, abriu um ótimo canal de diálogo com o PDT de Lessa e vai aguardar com a sua natural paciência se o PMDB do poderoso senador Renan Calheiros será situação ou oposição ao seu governo. Ele também mantém a turma do senador Biu de Lira junto de si.
Já o prefeito Cícero Almeida só será candidato se o senador Renan Calheiros tiver interesse e fizer a leitura de que o nome do ex-prefeito será importante para a sua disputa ao Senado e a do seu filho ao governo. Caso contrário, esquece. Como também será importante manter unido o mesmo grupo de caciques políticos que disputou e venceu as eleições de 2014, que tem, além dos Calheiros, Collor e Lessa.
Almeida não está parado. Circula nos bastidores que ele teria conversado com Ronaldo Lessa e dito que aceitaria ser vice do ex-governador. Como política é a união de interesses, seria essa uma jogada para que Lessa, caso eleito, assumisse a prefeitura e a deixasse depois para disputar o Senado? O tempo é que irá responder.
Bom, Ronaldo Lessa, que tem conversado com Rui - depois da aproximação feita pelo vereador Wilson Junior, também do PDT -, com Almeida e elogia a ambos, já disse que não pretende ser candidato pois prefere continuar em Brasília. Mas, se for consenso de todo o grupo, a avaliação já muda.
Conclusão: Como em política os profissionais da área desenvolvem a arte da conversa e da paciência, a eles e a nós resta aguardar a conclusão dos fatos. De certo, o que temos hoje é que o prefeito Rui disputa a reeleição. Tudo mais depende do imponderável e inesperado que a política traz consigo, inclusive para o que damos como certo.