A aposentadoria do conselheiro Luiz Eustáquio Tolêdo – cuja vaga ainda não foi preenchida pelo governador Renan Filho (PMDB) – também deixou em aberto o cargo de corregedor-geral do Tribunal de Contas de Alagoas.

E como atualmente só há seis conselheiros, a disputa está pra lá de acirrada e, acreditem, claramente tendendo ao empate na eleição da próxima terça-feira (18). É que metade dos votantes colocou o seu nome na disputa. Fernando Tolêdo, Cícero Amélio e Anselmo Brito.

Só que é uma disputa cujos lances de inteligência, conversação e negociação ocorrem com imensa intensidade. O fato é que a divisão leva os votados e votantes a avaliarem, inclusive, o tempo no exercício do cargo, critério decisivo em caso de empate.

Ou seja, numa disputa entre Fernando Tolêdo e Anselmo Brito, em caso de empate, o segundo sai vencedor pelo critério de antiguidade. Mas se essa disputa ocorrer com Cícero Amélio essa situação se inverte porque o ex-parlamentar tem mais tempo de casa.

Por isso, de um lado Amélio ou Tolêdo será o candidato contra Brito, com a tendência de ser o primeiro, claro, por conta do critério que citei anteriormente.

No entanto, como até terça-feira há um bom espaço de dias, as negociações ocorrem com intensidade e tudo pode ser resolvido no entendimento. É que há quem defenda que não ocorra enfrentamento e disputa.

O presidente do TCE, Otávio Lessa, poderá ser o responsável pela conciliação. E ela se daria com o convencimento para que Anselmo Brito retire o seu nome da disputa.

Esse é o papel que, dizem, cabe ao presidente resolver. E ele também vota, assim como as conselheiras Cláudia Brandão e Rosa Albuquerque, personagens estratégicas e decisivas para essa escolha.

Em eleição, seja ela qual for, costura, conversa, paciência e avaliação do quadro tendem sempre a definir o resultado final por conta dos prós e contras encontrados nos caminhos e corredores próprios do jogo do poder.