De imediato e a princípio a situação de reeleição da presidente Dilma corre sérios riscos. Os primeiros números das pesquisas apontam uma boa frente de Aécio Neves, 54% de intenções de votos válidos, contra 46% de Dilma Rousseff, de acordo com o Instituto Paraná de Pesquisas.
Claro que esses números poderão ser alterados, porém, o favoritismo parece ter trocado de lado. Há ainda um fato histórico que mostra que quem chegou ao 2º turno nas últimas eleições foi eleito. Por outro lado, em todas as eleições diretas em que o presidente disputou a reeleição foi vitorioso.
O certo é que Aécio vem encorpando a sua candidatura. Além de ser líder nas pesquisas, tem recebido o apoio de partidos nanicos, de boa parte dos eleitores dos pequenos partidos que tiveram candidatos e também dos eleitores de Marina Silva. Enfim, está centralizando em peso a simpatia dos antipatizantes do PT.
Contudo, Dilma já conseguiu, nesta mesma campanha, alcançar quem esteve à sua frente. Marina Silva, logo após a morte de Eduardo Campos e ter sido alçada a substituí-lo apareceu com 10 pontos de dianteira numa pesquisa Datafolha. Foi desconstruída de tal maneira que sabemos o resultado final.
E essa será a estratégia de discurso de campanha dos dois candidatos. Aécio falando em mudanças, em acabar o ciclo do PT e em corrupção. Dilma carimbando-o com a alcunha de elitista e de que o PSDB não tem compromisso com as políticas sociais, como já fez ontem (8) na Paraíba.
Dois fatores serão fundamentais nestes poucos dias de disputa: os programas eleitorais, agora com tempo igual de 10 minutos, e, fundamentalmente, a participação do ex-presidente Lula. Esta é, sem dúvida alguma - pelo menos neste momento, a eleição mais dura para o PT permanecer no poder.
Logo, logo veremos se o povo quer continuidade ou profundas mudanças na condução dos destinos dos brasileiros.
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