Numa conversa com a viúva de Eduardo Campos, Marina Silva teria dito que o posicionamento para o 2º turno será uma decisão como um caminho para a cruz e para o inferno.

Apoiar o PT de Dilma Rousseff seria o inferno. O caminho da cruz, portanto, o apoio a Aécio Neves. A verdade é que Marina teria ficado bastante magoada com os ex-companheiros do PT.

Contudo, caso ela decida declarar apoio aos tucanos, dificilmente irá conseguir transferir os votos que obteve, embora tal ato político dará ganho eleitoral para Aécio.

Na história política brasileira recente apenas Leonel Brizola conseguiu esse feito. Em 1989 ele transferiu quase toda a votação que obteve no 1º turno para Lula.

Nos próximos dias veremos, através de pesquisas, como os eleitores insatisfeitos com o PT e com o PSDB que votaram nela começarão a se posicionar, pra onde irão caminhar.

E o PSOL de Luciana Genro? Bom, o partido foi o quarto colocado, teve mais de 1,6 milhões de votos – número maior do que na eleição anterior -, aumentou a sua bancada de três para cinco deputados. Mas...

O partido vai ficar neutro porque não acredita que qualquer das outras candidaturas terá ousadia de defender casamento civil igualitário para pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia.

Entretanto, apesar de a sigla avaliar que Aécio é retrocesso evidente, tal pensamento não significa apoio a Dilma.

O fato é que os psolistas representam uma minoria. E esse eleitor terá atenção especial. As bandeiras da campanha serão defendidas pelos deputados federais eleitos. Estratégia é solidificar o significado representativo do partido na política brasileira.

 

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