As desistências das candidaturas de Eduardo Tavares (PSDB), Jeferson Piones (PRTB) e as especulações sobre o fim da de Joathas Albuquerque (PTC) revelam algo em comum entre os três: foram candidaturas “miadas”, vazias, sem sustentação.
Todos reclamam de falta de estrutura, o que significa grana. Entretanto, foi muito mais do que isso. Há segredos sobre combinações feitas e não cumpridas. Agora, de fato, há coisas estranhas nesta eleição além da frieza do eleitorado. O dinheiro não apareceu.
Tudo leva a crer que existe uma grande cautela dos financiadores e dos próprios candidatos. O entendimento geral é que o cidadão não está admitindo campanhas que sinalizem sinais de riqueza além do aceitável.
Além do mais, tais sinais podem chamar a atenção de órgãos de fiscalização. Tudo está sendo avaliado nos comitês. Cada passo é estudado. O eleitorado mudou, está transformado, mais crítico.
Pra você ter uma idéia, ainda tem candidato à proporcional que está sem material de campanha pronto. Ainda tem gente que permanece na fase de conversa para conseguir apoio. Algo mudou, aparentemente. Mas a certeza sobre essa mudança só após a contagem dos votos.
Uma das causas para essa transformação de boa parte da visão do eleitor pode estar no crescimento da renda da população. O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirma que “o cidadão médio pouco, concentrado em ganhar a vida honestamente para si e sua família, sente que está subindo a escada do bem-estar com degraus de alturas diferentes, mas sempre subindo”.
Essa melhora de vida na população e essa expectativa de permanência e contínua melhora pode estar transformando o olhar do formador de opinião.
Está claro que a vida da maioria melhorou dentro de casa. Mas da porta pra fora não. Segurança, saúde, educação, mobilidade urbana são graves problemas.
Será, então, que essa grande parcela da população não está aguardando por essas propostas, por essa continuidade segura? E é essa expectativa que pode determinar os resultados das eleições.
Talvez essa seja a expectativa. Talvez, percebendo essa mudança, políticos e financiadores estejam com o pé no freio. E talvez assim permaneçam.
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