Na eleição para o governo de Alagoas restam sete candidatos após as desistências de Eduardo Tavares (PSDB) e Jeferson Piones (PRTB). Os tucanos devem apresentar um novo nome para preencher a chapa, apenas isso. O PRTB, ao contrário, fica mesmo de fora.

Independente do candidato a ser escolhido pelo governador Vilela, dificilmente ela deixará de ser decidida no primeiro turno. É que mesmo com Tavares – que tinha possibilidade de crescimento por causa do marketing e do poder da máquina governamental – já era grande a possibilidade de definição no primeiro turno. Sem ele é ainda maior.

Porque as candidaturas que sobraram não devem, somadas, atingir 10 pontos percentuais. Portanto, teremos uma disputa ainda mais polarizada: Biu (PP) contra Renan Filho (PMDB). O desafio dos dois é botar a campanha na rua e empolgar o eleitor.

Neste domingo (27), por exemplo, os dois principais adversários botaram a campanha nas ruas de forma que considero ultrapassada e que significa antipropaganda. O do PP com carros de som na orla, o do PMDB com pessoas contratadas segurando bandeiras no calçadão de Ponta Verde e Jatiúca.

Carro de som incomoda. Barulho, repetição, uma chatice. O povo das bandeiras passa uma cara de abuso, mau humor. Não demonstram qualquer relação com o candidato.

Contudo, de acordo com especialistas em camanhas, o eleitor está frio, distante, não está envolvido com esta eleição. Por isso, os candidatos precisam ir às ruas de todas as formas para tentar empolgar o eleitor.

Esse é o desafio.

Portanto, essa polarização indica que pra governador também será eleição de tiro curto.

Façam as suas apostas.


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