Cada um, de uma forma ou de outra, passa um tempo no inferno, o outro céu. Assim é campanha eleitoral. Campos, Dilma e Aécio vivem esse momento. Agora são todos hóspedes no inferno sem terem passado pelo purgatório.
O presidenciável Eduardo Campos (PSB), sem conseguir crescer nas pesquisas, vem perdendo apoio no meio empresarial. Sem dinheiro, ou com pouco, dificilmente irá deixar o terceiro lugar nas pesquisas, onde tem patinado com 8%, de acordo com Data Folha.
Aécio Neves, depois de tanto ter apontado o dedo acusador contra o governo federal, neste final de semana recebeu um duro golpe em reportagem publicada pela Folha. Há um cheiro muito ruim no ar, apesar das explicações.
No apagar das luzes do seu governo em Minas Gerais deu um aeroporto de presente à família, no município de Cláudio. A conta, R$ 14 milhões. Claro que está negando, afirmando que o terreno é do estado. E é. O problema é que só a família usa a pista. Ou seja, obra pública de uso privado.
Quanto a Dilma, há um desgaste natural com relação ao tempo que o PT está no poder. Há novos eleitores que gostariam de testar algo novo, diferente, e isso é comum na política. Todos fomos jovens e muitos de nós queríamos mudar, experimentar, especialmente contra quem está no poder.
Observo, também, que quem sempre foi contra o PT continua e essa antipatia está mais forte, mais decidida. O Brasil está sendo dividido numa disputa entre PT e PSDB. Tudo pode acontecer, inclusive nada.
Para deixar o inferno, o risco de derrota, apesar de permanecer na liderança das pesquisas, a presidente terá que convencer o povo de que a economia não está tão ruim quanto os meios de comunicação apresentam.
Certamente o mote principal da campanha dela será a geração de 5 milhões de empregos no seu governo. Assim como dados de que a classe média superou o número de pobres no Nordeste.
O danado será convencer o eleitor. Isso para todos os candidatos, que por enquanto enfrentam só problemas.
O diabo, sentado lá no seu trono no inferno, comemora as companhias. Mas sabe que não será totalmente vitorioso nessa “guerra das urnas e da informação”.
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