Fim das sabatinas com os candidatos ao governo na Fecomércio. O único que não compareceu foi o senador Benedito de Lira (PP), cuja ausência foi justificada.
O que se viu e o que se tira dessa primeira exposição dos candidatos é que foi um evento frio, sem a presença do povo. Talvez isso seja alterado quando for iniciada a propaganda eleitoral.
O que existe, de fato, é que os candidatos ainda não acertaram o discurso. Os dos partidos mais à esquerda, mais radicais, repetem o mesmo discurso crítico contra tudo e contra todos.
Algumas propostas são as mesmas que já foram defendidas por um monte de candidatos. Redução de secretarias e cargos, dívida pública, não pagamento de impostos por parte das usinas, enfim.
Isso entra e sai pelos ouvidos do eleitor que já viveu em campanhas a defesa dessas mesmas ideias. O que eleitor quer é debater como avançar, como melhorar saúde, educação e segurança e emprego.
O que o eleitor quer é entender como foi possível o teto de escolas estaduais desabarem, como a educação pode ter tido sete gestores em oito anos do governo Vilela.
O que deve ser discutido é onde estão localizadas as empresas – com CNPJ - que teriam se instalado em Alagoas, quantos empregos gerados e identificação dos trabalhadores, pra não haver dúvidas.
E mais, como pode Alagoas ocupar o último lugar no ranking de gastos públicos per capita em saúde, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o caos na segurança pública, etc, etc?
Agora, se a justificativa for que é tudo uma questão nacional, por favor, quero ser poupado. Tivemos tempo e apoio suficiente do governo petista e da bancada federal para que pudéssemos ter avançado com alguma consistência.
O resto é discurso decidido pelos estrategistas políticos e marqueteiros.
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