Nesta que já é considerada a Copa das Copas, Brasil e Alemanha fazem o jogo dos sonhos para chegar à decisão. Pelo alto nível de qualidade e emoção dos jogos apresentados até o momento, cravo que, no mínimo, essa decisão será emocionante e nervosa, pelo menos para nós, torcedores.
Não há um time superior ao outro, nenhuma seleção é muito superior a outra. Nem Brasil é tão superior a Alemanha, e vice-versa. Entretanto, considero os alemães com melhor conjunto e mais experiência. Por outro lado, favorece aos brasileiros o fator campo, jogar em casa.
Além do mais, temos uma comissão técnica experiente, vencedora e acostumada a esse tipo de competição de jogos mata-mata. Sim, isso mesmo, é uma decisão sem vantagem nenhuma, cuja definição ocorre em um jogo só é muito diferente. Calma e estratégia são a chave do sucesso.
E por falar em sucesso da Copa das Copas, da alegria dos jogos, das festas nas cidades, da emoção, a presidente Dilma vai entregar a taça ao campeão no próximo domingo (13). O ex-presidente Lula e ela são os grandes vitoriosos.
Ele porque lutou pela Copa no Brasil. Dilma por ter tomado as providências para a realização. Ambos merecem o reconhecimento de todos, brasileiros ou estrangeiros satisfeitos e orgulhosos com os resultados dentro e fora de campo.
Agora, enganado está quem pensa que o brasileiro vota de acordo com o resultado dentro do campo. De jeito nenhum. A história recente comprova tamanha bobagem emocional.
Cinco eleições já ocorreram em ano de Copa do Mundo. Em 94 o Brasil foi campeão e Fernando Henrique foi eleito graças ao Plano Real que elegeria até um poste.
Em 98 o Brasil tomou um sacode nos gramados franceses. A decepção não fortaleceu a oposição. FHC foi reeleito. Quatro anos depois vencemos a Copa e o candidato do governo, José Serra, foi derrotado.
Em 2006 Lula foi reeleito e a seleção patinou na Alemanha. Assim como em 2010, na África do Sul. A seleção não foi bem, mas o povo votou em Dilma pela continuidade da gestão petista.
Concluindo, resultado dentro de campo e eleições não tem nada a ver. Teria, aí sim, se não fosse a Copa das Copas no Brasil. Teria caso o caos tivesse se instalado.
Teria se a falta de segurança, aeroportos sem funcionar, enfim, situações que nos envergonhassem e mostrassem que não tivermos competência para organizar jogos de futebol.
O caos anunciado não ocorreu. Depois da Copa virão as Olimpíadas, em 2016, no Rio de Janeiro. Outro sucesso, com certeza. É o Brasil crescendo aos olhos do mundo.
Porém, antes, logo adiante, a eleição de 2014 vai começar a esquentar. Já a partir da próxima semana, depois da final da Copa das Copas, domingo, 13. Espero que com o Brasil no Maraca.
Quero a taça da Copa do Mundo, quero o hexa, mas já somos vencedores contra o complexo de vira-latas.
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