São poucos os políticos com uma criatividade tão aguçada como o ex-presidente Lula para os embates. Ele sabe exatamente como construir o confronto político, mais uma vez.
Numa convenção em São Paulo, neste final de semana, o ex-presidente lançou a luta da esperança “contra o ódio”. Em 2002 o mote da campanha foi a esperança vencer o medo.
Ou seja, segue a mesma linha de raciocínio que culpa, responsabiliza e tenta emocionar. Sempre aquela coisa do bem contra o mal.
É uma resposta objetiva – mas principalmente subjetiva. O mote forte será usado nos discursos e na propaganda eleitoral gratuita.
Uma resposta aos opositores, especialmente ao PSDB, que vem trabalhando o mesmo jogo de palavras e ideias conta o PT. Foi uma resposta a Aécio Neves, que teria dito que um “tsunami” vai varrer o PT do poder, assim como outras lideranças do tucanato vêm afirmando que é preciso “varrer o PT do poder”.
São palavras. Ataque, defesa e contra-ataque. Jogo de ideias construídas por especialistas para o eleitor decidir em quem confiar.
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