A trajetória política do governador Vilela pelos corredores do poder em Alagoas e Brasília parece ter sido guiada por alguns Santos, me relata um conhecido, devido à imensa insegurança que sempre acompanhou esse personagem da política alagoana.
Pra quem acredita em Santos, verá, nas próximas linhas, uma série de coincidências. Pra quem não acredita e acha que a turma do céu tem muito mais o que fazer, também não deixa de ter razão. Só que todos vão concordar o quanto Vilela demora a tomar e a assumir posições.
Vamos, então, a cronologia e a revolta de DEUS, segundo um crente amigo meu:
Candidato pela primeira vez a um cargo público, Vilela concorreu ao senado em 1986. É nesta data que se registra o primeiro “São” que o carregou nas costas: Collor. Com sabedoria, paciência e serenidade conseguiu convencer, por diversas vezes, Téo
Vilela a não renunciar a sua candidatura. Ele, o atual governador, achava que não seria eleito. Mas foi.
O segundo “São” de Vilela surgiu oito anos depois, em 1994. “São” Suruagy, candidato a governador, foi eleito com quase 80% dos votos. Abraçou o senador candidato a reeleição e o levou a vitória. Neste mesmo ano também surge o terceiro “São”, que é o usineiro João Tenório, ao participar ativamente da campanha. “São” João Tenório é o protetor que está há mais tempo com Teotonio Viela e sempre presente nas campanhas eleitorais.
Observem que o número dos Santos só faz aumentar. Em 2002, por exemplo, foi o ano em que eles mais apareceram para empurrar o Téo. Foram os “São” Renan, com quem fez dobradinha para ambos se reelegerem, e “São” Ronaldo Lessa, que também disputava a reeleição para governador. Venceram todos.
Quatro anos depois, 2006, concorreu ao governo de Alagoas na marra, instigado pelos protetores de sempre: “São Tenório, São Calheiros e São Lessa”. Venceu o usineiro João Lyra de uma maneira inesperada, tão surpreendente que até hoje... Bom, essa é outra história que os Santos não quiseram tratar nem revelar ao meu amigo, proibidos que são por DEUS. Portanto, vamos ao que interessa e o que interessa é a eleição seguinte, a de 2010.
Nesta “São” João Tenório atuou ainda com mais força junto a amigos. Vilela enfrentou Lessa, que já não era mais nenhum santo. O trabalho dos protetores de Teotonio Vilela foi tão forte e inteligente que conseguiram minar a candidatura de Ronaldo Lessa com uma série de problemas em quase todas as esferas do Judiciário. Vitória de Vilela.
Como vocês viram, o todo poderoso foi muito bondoso ao permitir tanta ajuda de tantos Santos que deu um ultimato ao governador, prestes há completar sete anos na chefia do Executivo: “Vilela, se os índices negativos e terríveis na educação, segurança e saúde, entre outros setores, não forem revertidos os “Sãos” vão deixá-lo”
. Depois do duro puxão de orelhas, até que Vilela se assustou e resolveu aparecer em inaugurações e ações do seu governo. Deixou o seu vice, Nonô, atuar um pouco mais, sem que os famosos supersecretários o incomodassem.
Entretanto, como os indicadores sociais e econômicos nada mudaram e o tempo é curto para qualquer alteração, DEUS também teria dito: Vilela me escute; se a situação não for resolvida e revertida os Santos vão deixar de protegê-lo e você encerra a sua trajetória política”.
Acredite quem quiser!