A última sexta-feira (14) foi repleta de ministros em Alagoas – caso do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves e o do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, além de dirigentes da Codevasf efetivando ações políticas e administrativas do Governo Federal.

Entretanto, o que poderia ter sido apenas mais uma ação entre tantas outras já realizadas desde o ex-presidente Lula, passando agora pela presidente Dilma em benefício dos alagoanos, as atividades de sexta-feira tiveram um significado político para 2014 pra lá de representativo.

Primeiro, que os senadores Collor (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL) chegaram juntos a Maceió na noite de quinta-feira. E no dia seguinte, com os ministros, participaram em Maceió e no interior da entrega de equipamentos agrícolas e de inauguração de agência do INSS.

E o segundo, e mais importante, ocorreu no final da tarde em São José da Tapera, no alto sertão das Alagoas, quando o senador Collor, no meio da festa, referiu-se a Renan dizendo que todos esperam que ele confirme a decisão de sair candidato a governador de Alagoas. E foi além, ao afirmar arrancando aplausos de deputados, prefeitos, vereadores e da população da região: “Ele vai tomar essa decisão num momento oportuno. Mas se ele quiser, em 2014, o governador de Alagoas tem um nome: Renan Calheiros”.

Do ponto de vista político, claramente Collor lançou Renan ao governo.  Mais do que isso, publicamente avançou ainda mais o sinal ao dar o ponta pé para a construção efetiva de um palanque único para a base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas.

Agora, é aguardar o futuro e o desenrolar dos próximos acontecimentos políticos para sabermos se os alicerces da ponte da base aliada para 2014 serão construídos de forma eficiente.

Afinal de contas, o palanque de oposição ao governo Dilma Rousseff é formado pelo DEM do vice-governador Nonô e o PSDB do governador Vilela. Ambos apostam suas fichas no senador Aécio Neves (PSDB-MG) e no governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).