Eu havia decidido dar um tempo nas avaliações de probabilidades de entendimentos entre este ou aquele grupo político visando 2014. Assim como sobre quem será candidato a governador ou senador.

É que a coisa está muito repetitiva. O que vem sendo escrito já foi dito e especulado. No meu caso em particular, já anunciei, faz tempo, que Nonô só é candidato se o governador Vilela deixar o executivo e que o senador Fernando Collor pode ser candidato a governador ou senador.

Renan Calheiros só decide ano que vem e Biu de Lira quer viabilizar a sua candidatura, mas, só será candidato ser tiver apoio do governo de Alagoas e chances concretas de vitória.

Esse negócio de que não abre nem pra um trem é blefe. Político não é suicida nem idiota, político não arrisca o seu dinheiro e a sua imagem. Qualquer um desiste não por causa de um trem, mas por algo bem menor, melhor e menos arriscado.

Política é conversa, namoro, noivado e casamento. Política muda como as nuvens. E não se faz política sem fazer vítimas. Política é como a novela das oito: tem mocinho, bandido, vilão, amor, ódio e surpresas. Essas frases de efeito que repito refletem tudo isso que já está ocorrendo e muito mais ainda vai acontecer a partir, principalmente a partir do ano que vem.

Veremos um capítulo final que ainda não foi definido, é claro, e ficará sob suspense, mas será assim: Nonô ou Biu vão ficar decepcionados com Vilela seja qual for a posição que ele venha a tomar.

Renan Calheiros vai decidir se é ou não candidato e se vai ou não indicar um nome do seu grupo para concorrer ao governo e ao senado só em 2014.

Collor vai aguardar as decisões para escolher qual caminho vai seguir.

Os caminhos são estes e ponto. Agora, alguns sinais precisam ser interpretados porque podem ser definitivos. Vi na edição da Gazeta desta sexta (14) uma foto dos senadores Collor e Renan acompanhados do ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, e da atual prefeita, Célia Rocha. Ora, um monte de aliados do senador Renan Calheiros não admite qualquer aliança com o PSDB porque se sentem traídos por Vilela.

Caso queira, será muito difícil para o senador construir tal ponte. Basta vermos o posicionamento de ferrenho opositor do irmão dele, o deputado estadual Olavo Calheiros, na Assembleia. É pancada em Vilela o tempo todo.

Portanto, a foto remete a uma interpretação sobre a união da base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas. A partir de agora vem à construção de um caminho. O resto, tipo candidatura de Alexandre Toledo ao governo e neguinho dizendo que não abre nem pra um trem, é só fanfarronice de político querendo ocupar espaço. E só.