Uma reunião sigilosa ocorreu ontem (6) entre o prefeito Rui Palmeira e os vereadores que o apoiam na Câmara Municipal. O motivo do encontro foi para explicar os vetos a Lei Orçamentária Anual.

Como inexiste segredo quando apenas uma pessoa recebe uma informação e lhe é pedido o maior dos sigilos, imagine quando ocorre uma reunião entre políticos que formam uma bancada de apoio.

Pois bem, o mais interessante não foi à maturidade política de Rui Palmeira em conversar com os seus aliados antes de tornar público a sua decisão política e administrativa. O mais interessante ocorreu ao fim da reunião, já sem o prefeito, quando os vereadores iniciaram uma discussão sobre a ajuda de custo paga aos vereadores denominada de “verba de enxoval”. São duas parcelas de R$ 15 mil, sendo que a primeira foi paga em janeiro e a segunda está prevista para ser liberada em julho.

Como existe a possibilidade, pelo menos publicamente, de que essa ajuda de custo será extinta, teve vereador que falou alto, gritou mesmo, posicionando-se contra tal possibilidade, afirmando que o dinheiro era seu e que não foi eleito para abrir mão do “din-din”, da “bufufa”, “do faz me rir”.

Fiquei sabendo, ainda, que um vereador – cujo nome não me foi revelado, apenas pistas foram disponibilizadas, por isso não tenho certeza sobre quem é a figura- está muitíssimo preocupado. Quando recebeu a primeira parcela, em janeiro, depositou em sua conta particular e usou.

O problema é que o recurso deve ser utilizado apenas para gastos com roupas adequadas para o trabalho. A verba é livre de impostos e também de prestação de contas.

Porém, o MPE tem estado de olho aberto e tem querido saber se os recursos têm sido utilizados apenas para compra de roupas e não de outra forma. Se o Ministério público seguir adiante, tem gente que não vai conseguir explicar como gastou a verba. Aí, vai ficar feio demais.

Pode até atingir mortalmente vereador com possibilidades de alçar voos maiores na política.