O deputado João Lyra (PSD) declarou esta semana que a longa estiagem não pode ser considerada a única culpada por todos os problemas sociais e econômicos enfrentados pelos sertanejos. A declaração foi dada durante um café da manhã típico realizado pela Bancada do Nordeste no 10º andar do Anexo IV da Câmara, em Brasília.
Durante o evento, um dos temas mais abordados pelos parlamentares foi justamente a demora das iniciativas federais em combater os efeitos da seca, além da medida de renegociação das dívidas rurais que atendem apenas aos agricultores familiares que obtiveram empréstimos de, no máximo, R$ 100 mil.
Para o pessedista alagoano, é necessário encarar a situação com otimismo e dela gerar soluções, não lamentações. “É preciso tirar essa fixação que temos da seca e não vivermos em função dela”, discursou JL. “Tudo é justificado pela presença da falta de chuva, infelizmente, ela é nomenclatura para tudo e isso precisa mudar”, disse.
O deputado, que também é proprietário de terras e usinas de cana-de-açúcar na região, enfatizou a importância de parcerias como a do Banco do Nordeste (BNB), que visa não só desenvolver a região como também apoiar projetos sociais, visando a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na região, atualmente apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como um dos menores do Brasil. “Investimentos como os previsto para 2013 do BNB são essenciais para a melhoria na qualidade de vida de nosso povo, e precisam ser vistos como parceiros, e não criticados por cumprirem suas obrigações legais”, enfatizou João Lyra.
Ainda de acordo com JL, o fenômeno climático sempre fará parte do Nordeste, logo, é necessário encontrar soluções que se adaptem à população, dando a ela condições mínimas de sobrevivência, garantindo inclusive, a vida de suas lavouras e rebanhos. “Ao invés de falarmos do problema e alimentarmos o monstro da Seca, devíamos partir para a formação de um programa especial, visando superar as dificuldades que sofremos há séculos”, acrescentou o deputado. “Nós precisamos aprender a lidar com ela”, aconselhou. “Só vamos superá-la se vencermos a incapacidade e a falta de raciocínio”, concluiu.
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