Olá,
Sabemos disso há anos. E o que mudou? Ah! Depois de cinco anos patinando, depois da morte do médico Dr. Alfredo Vasco no Corredor Vera Arruda, o governo do estado fez um convênio com o governo federal e implementou um programa de combate à violência com o discurso de que a partir deste programa nossos problemas seriam resolvidos. E daí?
Daí o governo federal cumpriu a sua parte no plano, porém o governo do estado.....
Vejamos:
A estrutura das policias mudou? As nossas delegacias tiveram recuperadas as suas estruturas físicas e de TI ou continuam com aquela aparência de foram bombardeada por um caça americano?
E com relação ao contingente de pessoal, todas as vagas foram preenchidas? Quantas delegacias especializadas nós temos na sexta capital mais violenta do mundo? E o IML, e o Instituto de Criminalística os grande responsáveis pelas provas técnicas dos processos criminais?
Agora o mais importante e onde o Plano deve está dando água: o processo de pessoal. Explico:
Em todo processo de planejamento a etapa correspondente à execução é o cerne da questão, é a mais crucial. É neste momento que nos perguntamos: temos todas as competências necessárias para executar este plano? Se não as temos o que precisamos incorporar de competências para que o nosso plano possa lograr o êxito que esperamos?
Respondendo a estas perguntas e com rapidez, criatividade e comprometimento suprindo todas as carências possíveis, com toda a certeza, este Plano de Segurança poderia está dando resultados melhores.
O processo de pessoal é mais importante do que os processos de estratégia e operações. Afinal de contas, são as pessoas que criam e executam as estratégias, e, se elas não estiverem comprometidas, apenas o envolvimento não será suficiente para se realizar o potencial que tem o Plano.
Um processo de pessoal bem feito avalia as pessoas de forma precisa e profunda, desenvolve os talentos em termos de liderança – em todos os níveis e todos os tipos – , e premia resultados alcançados.
Muitas empresas - e na área pública não é diferente- , fracassam por colocar a ênfase na operação sem antes fazer um processo competente de pessoal. Analisam as competências baseando-se no trabalho que as pessoas estão fazendo hoje, quando na verdade o mais importante é saber se as pessoas de hoje poderão fazer o trabalho que se exigirá amanhã.
Rezo para que as manchetes mudem para melhor, mas a verdade é que se queremos resultados melhores, diferentes, não vamos conseguir fazendo as coisas da mesma forma como fazemos há anos.