No último domingo, no GP de Abu Dhabi, Kimi Raikkonen finalmente venceu sua primeira corrida pela Lotus. Subir no alto do pódio era algo que não fazia desde o GP da Bélgica de 2009, com a Ferrari. Pela escuderia de Maranello, por sinal, ele obteve nove de suas 19 vitórias (teve outras nove pela McLaren) e faturou o título mundial de 2007. Porém, ao ser perguntado pelo jornal espanhol “Marca” se tinha boas lembranças do passado na equipe italiana, o finlandês de 33 anos não escondeu uma pitada de mágoa.
- Nem boas nem ruins. Conquistei um título com eles e tive alguns bons momentos. Estou satisfeito com os três anos que passei lá. Não sinto saudade de ninguém. Para mim, sair de lá foi um alívio. A situação poderia ter sido melhor, mas isso é passado, e o que foi feito não pode ser mudado. As coisas não duram muito quando se trabalha em um lugar onde as relações não são tão boas.
A mágoa de Kimi tem explicação. Mesmo tendo dado um título mundial de pilotos à Ferrari em 2007, o piloto teve uma saída conturbada. Foi preterido pela escuderia para dar lugar ao espanhol Fernando Alonso, em 2010. Em sua passagem por Maranello, Raikkonen também chegou a ter alguns desentendimentos com o presidente da escuderia, Luca di Montezemolo. Avesso ao mundo de compromissos comerciais da Fórmula 1 e decepcionado com a forma como deixou a equipe, o “Homem de Gelo” deixou a categoria e se transferiu para o Campeonato Mundial de Rali. Após dois anos ausente, retornou nesta temporada e tem apresentado um ótimo rendimento. Pontuou em 17 das 18 etapas, subiu sete vezes ao pódio, venceu uma corrida e é o terceiro colocado na classificação. Kimi fez um balanço, comparando o ambiente das duas equipes.
- Aqui me senti bem desde o início. As pessoas trabalham duro e calmamente, mas eles também querem vencer. Além disso, o esporte e o lado técnico vêm antes do político.
Apesar dos problemas com a Ferrari no passado, Raikkonen disse recentemente que não descartaria voltar à equipe futuramente. Confirmado na Lotus em 2013, o finlandês faz contratos de apenas uma temporada, para não criar vínculos longos e ter mais mobilidade para decidir o futuro de sua carreira.