Quando foi confirmado que o Ministério Público do Estado de Alagoas proibiu qualquer roupa, bandeira, faixa, produto que fizesse alusão a torcidas organizadas, assim como objetos contundentes, muita gente gostou, ligou para as diversas rádios da capital para elogiar a decisão.

Mas, será que essa decisão foi bem tomada, será que foi decidida por pessoas competentes? Não que os promotores não tenham capacidade para decidir tal situação, mas será que não foram motivados simplesmente pelo desejo de fazer justiça, “afastar” os vândalos dos estádios com o único objetivo de dar uma resposta a sociedade?

A verdade é que de nada adiantou e o resultado foi pior do que se esperava, o tiro saiu mesmo pela culatra. Nos últimos clássicos que acompanhei, logicamente, por conta da rivalidade e pela existência de pessoas do mau, vários delitos foram registrados, mas neste último duelo entre CSA e CRB parecia que a decisão do MP era o presságio de um tragédia.

Menos mal que ninguém morreu, mas e as confusões, tiros, assaltos, badernas dentro e fora de campo, que assustou, machucou pessoas, causou prejuízos particulares e públicos, como fica tudo isso?

Outro ponto que vale destacar é o relacionamento intenso entre torcedores e a polícia. Nenhum dos dois lados tem santo. Torcedor erra em fazer baderna e a polícia erra em abusar do poder. Mas, os próprios policiais sçao vítimas do sistema, da organização, que coloca 10 homens do BOPE por exemplo, contra 5 mil torcedores. Como é que faz para acalmar os ânimos?

Torcida organizada se tornou um assunto comentado até mais que o próprio futebol em algumas oportunidades. Sinceramente, sou do tipo que ainda admira algumas coisas nesse tipo de torcida. Exemplo das festas, bandeiras e alguns cânticos, que não sejam ofensivos e de baixo calão. O problema é que uma coisa acaba ficando atrelada a outra, quando não deveria ser.

Então, torcidas organizadas, ter ou não ter? Das duas uma, ou os órgãos competentes cortam o mau pela raiz, manda prender os “maloqueiros” que sujam a imagem da verdadeira torcida organizada e acaba com tudo, ou então libera, mas numa revolução que já aconteceu na Europa, fiscaliza tudo e regulariza a situação de todo torcedor, proibindo a entrada do torcedor que já cometeu delitos.

Mas, acho que é pedir demais. Até porque, isso iria mexer e custar muito ao poder público, sem falar que por muito tempo, os clubes iriam ter sérios problemas de público, porque o que ia ter de gente afastada do campo não seria brincadeira.

Infelizmente, a dúvida sobre a existência de torcida organizada vai continuar existindo e nós cidadãos de bem, ficaremos assistindo a esse show de horrores que acontece em dia de grandes jogos e torcendo também, para não ser vítima desse crime que acontece diante dos nossos olhos!

Vale à pena ficar ligado!