No último domingo aconteceu no Ginásio do SESI a segunda edição do Coliseu Extreme Fight, que está se consolidando como a principal competição de Mixed martial Arts (MMA) do Estado, juntamente com o Maceió Fight. Porém, o Coliseu leva vantagem por já ter nascido grande, importante, com transmissão de TV, presença de grandes lutadores nacionais, entre outras coisas.
Não poderia deixar de enaltecer o evento Coliseu, que teve um nível técnico ainda melhor que o primeiro, com belas finalizações, o nocaute sensacional do alagoano Rafael Santos sobre o baiano Valto “Ciclopy”, além das vitórias brasileiras sobre os argentinos.
Porém, como a maioria dos grandes eventos, acontecem falhas, vacilos que a organização comete, mas que pode tranquilamente consertar. O público do Coliseu é um público fiel, aquele que gosta de luta. Mas, é preciso atrair mais adeptos, o que não aconteceu no primeiro evento de 2012. Se o público em 2011 atingiu a casa dos oito mil, este ano, pouco deve ter passado da metade.
Outro ponto, talvez o principal que para o público deve ser invisível, mas para quem está trabalhando é mais que incômodo, foi o espaço de trabalho para a imprensa local. Mais uma vez, os profissionais da comunicação tiveram seus trabalhos prejudicados pela falta de estrutura parta fazê-lo.
Diferente do ano passado, quando uma assessoria fez o contato desde as prévias, o credenciamento esse ano foi confuso. Nós da imprensa recebemos a pulseira laranja, fomos encaminhados para um espaço, mas chegando ao local indicado, tudo misturado com convidados.
Além disso, o acesso as laterais do octógono foi complicado. Vale ressaltar, que não estou pedindo liberdade total, acho que um evento desse porte, tem de ser organizado mesmo, algumas ponderações feitas pela organização são totalmente corretas, mas acho que vale organizar tudo, para todos.
Tomadas para que os notebooks fossem ligados, fazendo uma transmissão interativa pelos sites, com divulgação de textos, fotos e detalhes, via redes sociais, nem sinal. Se sobrava energia dentro do “Cage”, faltava energia para a imprensa, que ajoelhada, quase no milho, sofreu um bocado.
Se ninguém falou sobre a cobertura, estou aqui falando. O MMA é um esporte que cresce em todo mundo, mas, a nossa imprensa terá papel fundamental nesta divulgação e por isso, precisamos de um pouco mais de atenção.
Parabenizo a organização do Coliseu, a transmissão que não foi ao vivo, mas terá reprodução em trinta dias pelo canal Combate e tenho certeza que o processo de mudanças e aperfeiçoamento será feito, colocando o Coliseu Extreme Fight como um dos principais do país!
Vale à pena ficar ligado!
