É, acabou o Panamericano de Guadalajara. Para quem já estava acostumado a acompanhar esportes quase toda hora, pela telinha da Record, é bom se acostumar de novo com a programação normal, assisti-la ou mudar de canal.
Mas, falando dos jogos, o resultado para mim, foi bom. Nada demais. Fomos o segundo país com o maior número de medalhas, 136, ficando atrás apenas do insuperável Estados Unidos, com 236. No entanto, ficamos atrás também de Cuba no quadro de medalhas. Os caribenhos conquistaram 58 ouros contra 48 do nosso país.
Todo mundo sabe que Cuba é uma potência do esporte, mas nós somos uma potência em geral. Cuba é um país pequeno, cheio de problemas políticos e até o esporte, que engrandece o país, sofre com a falta de apoio e manias e mazelas do governo daquele país.
Será que o nosso país, tão grande, com uma economia em franco crescimento não pode alavancar também o esporte? Sou positivista, mas nesse caso, passo à ser cético, por que acho que esses problemas do Brasil giram em torno da forma como é comandadas outras situações, como a própria política.
Acho que deveria ter muito mais política esportiva, dentro de escolas e universidades, coisa que o Estados Unidos fazem desde que o esporte existe de fato. Podemos sim fazer isso, mas é uma questão de mudança de atitude.
É preciso destacar também, que poderíamos alcançar mais medalhas e um posto melhor no quadro de medalhas. Esportes como o futebol masculino e feminino decepcionaram, no atletismo poderíamos ter melhor sorte no salto com vara, através da campeã mundial Fabiana Murer, no basquete também, homens e mulheres ficaram no caminho, entre outros esportes que até temos tradição, mas não fizemos por onde.
Então, o saldo é bom, nada de mais nem de menos. Ano que vem tem olimpíada, e a gente sabe que esse tanto de medalha não vai chegar, mas é esperar, que o espírito olímpico inspire muitos atletas nossos e que o Brasil possa ter melhor sorte nessa competição!
Vale a pena ficar ligado!