Passadas seis rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B, temos a péssima impressão de que o futuro do ASA pode ser perigoso e indigesto, caso não acorde e resolva o problema do time, que é elenco.
Esse problema fica por minha conta, por minha opinião. Se houver outro tipo de problema, desconheço e lamentaria profundamente. Desde o final do campeonato alagoano, onde o time foi campeão e na preparação para a série B, elogiávamos bastante a diretoria alvinegra.
A opinião não mudou, mas começam a surgir os primeiros questionamentos quanto a formação deste elenco. Com seis jogos realizados, quatro derrotas, uma vitória e um empate, e amargando a penúltima colocação na competição, é preciso analisar alguns pontos.
Ano passado o ASA tinha uma folha salarial que girava em torno R$ 450 mil, a segunda mais barata da competição, mais alta apenas, que a do cearense Icasa. Este ano, algumas conversas de bastidores davam conta que as cifras poderiam ficar entre R$ 500 e 600 mil.
Olhando por esse ângulo, é confuso imaginar que um time bem mais barato tenha conseguido realizar uma boa campanha, ficando na nona posição no campeonato, além de revelar para a competição nacional, grandes jogadores que figuraram nas seleções das rodadas da série B, como Ciel e Didira.
Acredito eu, que o ASA vá se reforçar durante a competição, mas a cada rodada que passa e os resultados negativos que acumula, tudo fica mais difícil. O técnico Vica, sempre paciente e consciente, está tentando de um tudo, mudando esquema, improvisando e aqui e ali, mas nada dá jeito.
Ano passado o ASA tinha uma boa defesa, em especial os seus dois laterais, Marcos Tamandaré e João Vitor. Este ano, Raulen e Maurin não tem dado conta do recado. O ataque é outro ponto que não funciona. Com todo respeito, Fernando Sá não é o jogador que o ASA precisa, e o Alexsandro não é a solução que muitos esperam.
O meio campo, mesmo precisando de um jogador decisivo, o verdadeiro “camisa 10”, é o setor que mais funciona, e quando quer, quando tem fôlego.
Analisando todos esses problemas, concluo que o ASA vive um dilema e alguém vai sobrar nesse time. Ou o clube dispensa e contrata jogadores decisivos, ou, como é tradicional no futebol brasileiro, vai sobrar para o treinador, há quase três anos no comando da equipe!
Vale a pena ficar ligado!