Na vitória do ASA sobre o Coruripe, a única coisa que me surpreendeu foi a facilidade e elasticidade do placar. O time alvinegro dominou totalmente a partida, e mesmo no segundo tempo, onde o técnico Celso Teixeira conseguiu “arrumar a casa” o time de Arapiraca ainda poderia ter marcado mais e sacramentado a competição, se é que já não está.

Digo que não me surpreendeu pela estrutura do ASA, pelo time que montou. É bem verdade que esse time foi montado para esse campeonato, e não terá sequência na série B, a prova disso são as recentes contratações para a competição nacional.

Muitos afirmam que o campeonato alagoano está nivelado por baixo. Eu concordo em partes. A tabela de classificação da primeira fase mostrou muito bem, onde as “brigas” eram para classificar e rebaixar. Acredito que os quatro times que se classificaram para o quadrangular(ASA, Coruripe, Murici e Corinthians Alagoano) mostraram um bom futebol e mereceram chegar a reta final.

Mas, é fato que o ASA tem uma certa vantagem sobre os demais. Representante de Alagoas na série B, o que coloca este time em um nível diferente, sem falar na organização mostrada pela diretoria do clube, que se reflete dentro de campo, onde tem um treinador que está no clube há três anos, algo quase impossível no nosso futebol.

O placar de 6 a 2 obriga o Coruripe a vencer por quatro gols para levar a decisão para os pênaltis, ou, se quiser conquistar o título no tempo normal, precisa ganhar por cinco gols de diferença. O Coruripe já reverteu uma situação “parecida” ao reverter uma diferença de dois gols contra o Murici. Por outro lado, a maior “goleada” sofrida pelo ASA, foi pelo placar de 3 a 1.

Futebol tem dias de surpresas e de obviedade! Vale a pena ficar ligado!