Essa mania dos dirigentes de clubes alagoanos de solicitaram arbitragem de fora do Estado, para comandar jogos decisivos é pura conversa, para tirar o foco do próprio jogo e de certa forma desvalorizar os profissionais da terra.
É bem verdade que os árbitros do campeonato alagoano abusaram do direito de errar, foram punidos, e estão pagando por isso. Mas, temos de lembrar que há muito pouco tempo atrás, os profissionais alagoanos eram considerados revelações. Francisco Carlos Nascimento apitando jogos de primeira divisão, além de assumir o posto de aspirante ao quadro FIFA.
Charles Hebert é outro, que já comandou vários jogos pela série b do campeonato brasileiro, e aqui em Alagoas tem um cargo de importância, que é o de presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Alagoas(Sindafal). Além desses tem o Flávio Feijó de Omena, que é bom árbitro mas escorregou e foi execrado e mantido na geladeira até esse fim de campeonato.
A pressão é tão grande, que até os profissionais que fizeram um bom trabalho, receberam críticas até certo ponto infundadas, como George Alves Feitoza, agora líder do ranking alagoano e também o sergipano Mário Sérgio Bancilon, que chegou aqui sob forte desconfiança, mas mostrou serviço.
Com toda essa pressão, alguns clubes acham que a solução é “convidar” árbitros de fora para comandar jogos em Alagoas, como se esses não cometessem erros. A prova disso, foi a escolha do árbitro Rogério Lima da Rocha para comandar o importante clássico CSA e CRB. Ao final da partida, o árbitro por pouco não apanhou de alguns atletas do galo.
Na partida deste fim de semana, válida pela semifinal do quadrangular, entre ASA e Coruripe, o escolhido foi Ricardo Marques Ribeiro(FIFA-MG), que deixou o jogo correr, aplicando apenas dois cartões amarelos, além de não marcar um pênalti claro do goleiro Daniel do ASA, sobre o lateral Antônio Marcos do Coruripe.
O que quero dizer aqui, é que errar todo mundo erra, mas não precisa trazer esse erro tão de longe. É preciso conversar, tratar, reciclar, especializar a arbitragem daqui e assim não teremos tanta freqüência em críticas e árbitros de fora, mas, nesse caso, o problema da arbitragem alagoana deve ser pessoal e de ego. Vai saber!
Vale a pena ficar de olho!