A conversa da segunda é a mesma do domingo, do sábado e da sexta. Lino cai, ou não caiu do comando técnico do CSA? Depois de um clássico contra o CRB, e ainda mais com derrota, a situação do treinador ficou ainda mais complicada. Mas, por que tanta pressão, tanta conversa e isso realmente não aconteceu?
Em várias conversas desde o fim do ano passado, pude constatar que existe sim o desejo de mudar de treinador, mas, alguma coisa impede. Quem acompanha de perto o CSA, sabe que o Lino não tem poderio financeiro, ligação com patrocinador ou empresário. É bem verdade que o “anjo da guarda” de Lino no Mutange, parece mesmo ser o vice de futebol e empresário Cícero Eugênio. Mas, até que ponto vai a autoridade do presidente Jorge VI e, até onde vai o limite de poderes do Eugênio?
Depois do amistoso contra o Santa Cruz, onde o CSA foi goleado, e surgiram várias notícias sobre uma possível saída, não me fiz de rogado, e liguei diretamente para o treinador, que estava em Teotônio Vilela, e me confidenciou não saber nada sobre o fato.
Lino me disse ainda, que tem feito o seu trabalho sem fazer média com ninguém. Talvez por isso, não fosse querido pelo pessoal da imprensa, e por alguns dirigentes. O treinador ainda me afirmou, que é um prazer ser o técnico do CSA, mas não morrerá se for demitido, e mais, que ele não se ofereceu ou fez campanha para assumir o time, e sim, recebeu um convite.
Confesso, que até me surpreendi quando escutei o Lino falando aquele tanto de coisas, quando na verdade, eu só queria saber se tinha algum fundo de verdade na sua decisão. Mas, como bom estudante de jornalismo e cronista esportivo, adorei quando ele realmente desabafou.
A verdade é que a relação Lino e CSA está desgastada. Por mais que alguém queira segurar o treinador no comando, a coisa está cada dia mais insustentável! Enquanto isso, a gente aguarda os capítulos dessa novela, que está ficando enfadonha!
Vale a pena ficar de olho!
