O campeonato alagoano de 2011 começa logo de cara com um “clássico das multidões”. Teoricamente seria um motivo para encher estádios, e até pode acontecer isso, mas não pelo prazer do bom futebol, e sim pelo tempo que o torcedor vai estar sem ir à campo, sem falar da rivalidade que sempre existirá, mas não pelo belo futebol.

CSA e CRB vem tomando conta do noticiário esportivo, mas não pelas grandes contratações e pelos grandes títulos, mas sim pelo fiasco que vem sendo as suas recentes atuações. Esse ano o “azulão do Mutange” conseguiu se reerguer de certa forma, disputando, limitadamente, algumas competições que não esperava jogar, como a Copa do Nordeste e a série D, mas foi longe, e fez mais do que se esperava. O título da segunda divisão do alagoano era muito mais que a obrigação, e quem vier dizer que o título foi difícil, procurem outra conversa, por que, fora o Sport Atalaia, o restante dos times, com todo respeito, eram muito fracos.

O CRB vive uma fase conturbada, que alguns acham ter sido superada por conta da recente eleição presidencial, vencida pelo deputado Marcos Barbosa. Mas muito terá de ser revisto dentro desse clube com muita história, e pouco à comemorar. O CRB vive a situação que o CSA passou anos atrás, a única diferença é que não foi rebaixado.

Com tudo isso, o torcedor se sente mais que desestimulado em torcer pelos times da capital alagoana. A prova disso é que o atual campeão alagoano é o Murici, e o principal time, pela competição que disputa, a série B, é o ASA. É normal ver os alagoanos vestindo camisas dos times do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas, Rio Grande do Sul, entre outros Estados do país e, até, times estrangeiros.

Os conservadores dizem que isso é coisa de quem não entende de futebol. Será que não entender de futebol é desejar emoção, títulos e muita festa? O torcedor quer ir ao campo, ver o seu time jogar, vencer e conquistar troféus, mas se isso não acontece na sua própria cidade, ele assiste em casa, no bar, seja lá onde for e comemora assim mesmo.

Sou daqueles que apóia a valorização dos times da casa, da própria cidade, mas não sou contra torcer pelos times de fora. Tenho as minhas preferências, e inclusive sou fanático por futebol internacional.

É uma pena que os torcedores precisem recorrer a outros meios para poder torcer de verdade, mas ninguém merece sofrer tanto!

Vale a pena ficar de olho!